HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Criança de um ano e 10 meses, sexo feminino, é levada pela mãe ao pediatra da Unidade Básica de Saúde com relato de febre, polaciúria, irritabilidade e vômitos muito frequentes. Desde o início do quadro, há 48 horas, não consegue comer quase nada, apresenta vômitos e está mais prostrada. Ao exame físico, apresenta‑se desidratada, taquicárdica e com perfusão capilar = 5’.Em relação ao caso descrito, qual é a conduta correta?
ITU febril + sinais de gravidade (desidratação, prostração) em < 2 anos → ATB IV imediato pós-urocultura.
Crianças pequenas com ITU febril e sinais de toxicidade ou desidratação (como prostração, taquicardia, TPC prolongado) têm alto risco de pielonefrite e sepse. Nesses casos, a internação e o início imediato de antibióticos intravenosos são mandatórios, após a coleta de urina para urocultura, sem aguardar resultados.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com maior incidência em lactentes e crianças pequenas. A ITU febril, especialmente em menores de 2 anos, é preocupante devido ao alto risco de pielonefrite aguda e potencial dano renal cicatricial. O caso descrito apresenta uma criança com ITU febril e sinais de desidratação e prostração, indicando um quadro de maior gravidade. Nesses casos, a suspeita de pielonefrite é alta, e há risco de sepse. O diagnóstico é confirmado pela urocultura, mas a conduta terapêutica não pode aguardar o resultado. A conduta correta envolve o encaminhamento imediato para um serviço de urgência, coleta de urina para urocultura (preferencialmente por cateterismo vesical ou punção suprapúbica em lactentes) e início empírico de antibioticoterapia intravenosa. O tratamento oral pode ser considerado em casos de ITU febril sem sinais de toxicidade ou em crianças maiores.
Sinais de gravidade incluem febre alta, prostração, desidratação, taquicardia, tempo de preenchimento capilar prolongado, vômitos persistentes e recusa alimentar.
O tratamento venoso é indicado para garantir a rápida erradicação da infecção e prevenir a progressão para sepse ou dano renal permanente, especialmente em crianças pequenas com sinais de toxicidade.
A coleta de urina para urocultura antes do início do antibiótico é crucial para identificar o agente etiológico e sua sensibilidade, permitindo o ajuste do tratamento empírico, se necessário.
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