HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Em relação à infecção do trato urinário (ITU) em crianças, assinalar a alternativa CORRETA:
Disúria em crianças ≠ ITU; considerar balanopostite/vulvovaginite como diagnósticos diferenciais comuns.
A disúria, embora seja um sintoma comum de ITU, não é patognomônica em crianças. Condições como balanopostites em meninos e vulvovaginites em meninas podem causar sintomas urinários irritativos, exigindo uma avaliação clínica cuidadosa para o diagnóstico correto.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com grande importância devido ao risco de lesão renal permanente se não tratada adequadamente. O diagnóstico pode ser desafiador em crianças, especialmente em lactentes, onde os sintomas são inespecíficos e a febre inexplicável é a manifestação mais comum. A incidência varia com a idade e o sexo, sendo maior em meninos não circuncidados nos primeiros meses de vida e predominando em meninas após o primeiro ano. A avaliação clínica cuidadosa é crucial. Sintomas como disúria, polaciúria e urgência urinária são sugestivos de ITU, mas é fundamental considerar diagnósticos diferenciais. Em meninas, vulvovaginites podem causar disúria e irritação local. Em meninos, balanopostites podem mimetizar sintomas urinários. A presença de piúria é um achado comum na ITU, mas não é patognomática, podendo ocorrer em outras condições inflamatórias. O tratamento precoce e adequado da ITU é essencial para prevenir complicações como cicatrizes renais e hipertensão arterial. A escolha do antibiótico deve considerar a idade da criança, a gravidade do quadro e o perfil de sensibilidade local. O acompanhamento e a investigação de anomalias do trato urinário, como o refluxo vesicoureteral, são importantes em casos de ITU recorrente ou grave, visando a prevenção de danos renais a longo prazo.
Em lactentes, a ITU pode se manifestar de forma inespecífica, com febre inexplicável sendo o sintoma mais comum. Outros sinais incluem irritabilidade, recusa alimentar, vômitos, diarreia e ganho de peso inadequado, tornando o diagnóstico desafiador.
Nos primeiros meses de vida, a ITU é mais comum em meninos não circuncidados. Após o primeiro ano, a incidência se torna maior no sexo feminino devido a fatores anatômicos, como a uretra mais curta e a proximidade com o ânus.
A piúria (presença de leucócitos na urina) é um achado frequente na ITU, mas não é exclusiva. Pode estar presente em outras condições inflamatórias do trato urinário ou genitália externa, como vulvovaginites, e deve ser interpretada no contexto clínico.
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