SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Qual método de imagem e frequentemente utilizado como primeira linha para avaliação anatômica do trato urinário em crianças com Infecção do Trato Urinário (ITU) recorrente, sem uso de contraste?
ITU recorrente em pediatria → USG de rins e vias urinárias é o exame inicial (sem radiação/contraste).
A USG é o exame de triagem inicial por ser não invasivo e livre de radiação, permitindo identificar malformações grosseiras e hidronefrose em crianças com ITU.
A abordagem diagnóstica na ITU pediátrica visa identificar malformações que predisponham a danos renais permanentes e hipertensão futura. A USG renal é o ponto de partida por sua segurança, baixo custo e ausência de radiação ionizante. Embora a USG tenha baixa sensibilidade para refluxo vesicoureteral de baixo grau, ela é excelente para detectar obstruções e dilatações. O manejo subsequente depende dos achados iniciais e da recorrência dos episódios infecciosos.
Segundo as diretrizes atuais, a ultrassonografia de rins e vias urinárias deve ser realizada em todas as crianças com a primeira infecção do trato urinário febril documentada para rastrear anomalias anatômicas significativas, como hidronefrose, duplicidade ureteral ou sinais de refluxo vesicoureteral de alto grau.
A uretrocistografia miccional (UCM) é o padrão-ouro para o diagnóstico de refluxo vesicoureteral (RVU). É indicada se a USG inicial mostrar hidronefrose, cicatrizes renais ou outras sugestões de RVU, ou em casos de ITU febril recorrente, mesmo com USG normal.
A cintilografia com DMSA é o padrão-ouro para detectar cicatrizes renais permanentes e pielonefrite aguda. É útil na fase aguda para confirmar o diagnóstico em casos duvidosos ou meses após a infecção para avaliar o dano ao parênquima renal.
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