AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
Menina, 14 meses, sexo feminino, apresentou primeiro episódio de infecção do trato urinário (ITU), comprovado por urina tipo I e urocultura coletadas de forma correta, sendo tratada com antibioticoterapia adequadamente. Sobre este caso clínico é correto afirmar que:
ITU pediátrica: *E. coli* é o principal patógeno, especialmente em meninas, e urocultura é padrão ouro.
A *Escherichia coli* é, de fato, o agente etiológico mais comum nas infecções do trato urinário em crianças, especialmente em meninas saudáveis, sendo responsável pela grande maioria dos casos de pielonefrite adquirida na comunidade. O diagnóstico correto e tratamento precoce são cruciais para prevenir danos renais.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com uma prevalência significativa, especialmente em meninas. É um tema crucial para residentes de pediatria, pois o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para prevenir complicações a longo prazo, como cicatrizes renais e doença renal crônica. A apresentação clínica pode variar desde sintomas inespecíficos em lactentes até disúria e febre em crianças maiores. A etiologia da ITU pediátrica é predominantemente bacteriana, com a Escherichia coli sendo responsável pela vasta maioria dos casos (80-90%), particularmente em meninas saudáveis. Outros patógenos incluem Klebsiella pneumoniae, Proteus mirabilis, Enterococcus e Pseudomonas aeruginosa. A identificação do agente etiológico por urocultura é o padrão ouro para o diagnóstico, e a escolha do método de coleta (saco coletor, jato médio, cateterismo vesical, punção suprapúbica) influencia a interpretação dos resultados. A investigação de anomalias congênitas do rim e trato urinário (CAKUT) é um componente importante do manejo da ITU pediátrica, especialmente após o primeiro episódio de ITU febril. Exames de imagem como ultrassonografia renal e uretrocistografia miccional (UCM) são utilizados para identificar condições como refluxo vesicoureteral (RVU) ou obstruções. O manejo inclui antibioticoterapia adequada e, em alguns casos, profilaxia antibiótica ou intervenção cirúrgica para corrigir anomalias anatômicas.
Os critérios variam conforme o método de coleta. Para cateterismo vesical, >50.000 UFC/mL de um único patógeno é sugestivo. Para punção suprapúbica, qualquer crescimento bacteriano é significativo. Para jato médio, >100.000 UFC/mL em duas amostras.
A investigação de CAKUT é recomendada após o primeiro episódio de ITU febril em lactentes e crianças pequenas, ou em qualquer criança com ITU recorrente, ITU atípica, ou história familiar de CAKUT. A ultrassonografia renal é o exame inicial.
A Escherichia coli é o principal agente etiológico das ITUs em crianças, respondendo por 80-90% dos casos, devido à sua capacidade de aderir ao epitélio urinário. O reconhecimento desse patógeno é fundamental para a escolha do tratamento empírico.
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