UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Qual o agente etiológico mais frequente na Infecção de Trato Urinário em uma menina de 10 meses?
E. coli é o agente etiológico mais comum em ITU pediátrica, especialmente em meninas.
A Escherichia coli é responsável pela grande maioria das infecções do trato urinário em crianças, incluindo lactentes. Sua prevalência se deve à sua capacidade de aderir ao epitélio urinário e à sua presença abundante na flora intestinal, facilitando a contaminação ascendente.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, especialmente em lactentes e pré-escolares, com maior incidência em meninas. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações a longo prazo, como cicatrizes renais e hipertensão arterial. A etiologia da ITU pediátrica é predominantemente bacteriana, e a Escherichia coli (E. coli) é, de longe, o agente mais frequente, responsável por cerca de 80-90% dos casos. Outros patógenos menos comuns incluem Klebsiella, Proteus, Enterobacter e Enterococcus. Staphylococcus saprophyticus é mais comum em adolescentes sexualmente ativas e Pseudomonas em pacientes com anomalias estruturais ou instrumentação do trato urinário. O diagnóstico em lactentes pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas (febre sem foco, irritabilidade, recusa alimentar). A urocultura, obtida por métodos confiáveis como cateterismo vesical ou punção suprapúbica, é o padrão-ouro para o diagnóstico. O tratamento empírico inicial deve cobrir a E. coli, e a investigação de anomalias do trato urinário (com ultrassonografia renal e vesical) é recomendada após o primeiro episódio de ITU febril em lactentes.
A Escherichia coli é o agente etiológico mais frequente da Infecção do Trato Urinário em crianças, sendo responsável por aproximadamente 80-90% dos casos, devido à sua virulência e capacidade de colonizar o trato urinário.
Fatores de risco incluem a proximidade da uretra com o ânus, a uretra mais curta, a presença de anomalias congênitas do trato urinário (como refluxo vesicoureteral) e hábitos de higiene inadequados.
O diagnóstico definitivo de ITU em lactentes é feito pela urocultura com coleta adequada (cateterismo vesical ou punção suprapúbica) e identificação de crescimento bacteriano significativo, associado a sintomas clínicos inespecíficos como febre, irritabilidade ou recusa alimentar.
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