PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Em relação à infecção do trato urinário (ITU) na infância, todas as alternativas estão corretas, exceto:
ITU em neonatos/lactentes < 6m predomina em meninos; após 1 ano, predomina em meninas.
A alternativa C está incorreta porque, na verdade, a ITU é mais comum em meninos nos primeiros meses de vida (especialmente não circuncidados) e em meninas após o primeiro ano, devido a fatores anatômicos e comportamentais.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com uma prevalência significativa que varia com a idade e o sexo. O reconhecimento e tratamento precoces são fundamentais para prevenir complicações a longo prazo, como cicatrizes renais, hipertensão arterial e doença renal crônica. A epidemiologia da ITU pediátrica apresenta particularidades importantes que devem ser compreendidas. A Escherichia coli é, de fato, o patógeno mais comum em todas as faixas etárias e em ambos os sexos, responsável pela grande maioria dos casos. Em recém-nascidos e lactentes, a ITU pode se apresentar com sintomas inespecíficos, como febre sem foco, irritabilidade, recusa alimentar, e deve ser sempre considerada no diagnóstico diferencial. A coleta de urina em crianças sem controle esfincteriano exige técnicas invasivas, como sondagem vesical ou punção suprapúbica, para garantir a confiabilidade do resultado. Um ponto crucial e frequentemente mal interpretado é a predominância de gênero. Nos primeiros meses de vida, especialmente até os 6 meses, a ITU é mais comum em meninos (principalmente não circuncidados). Após o primeiro ano de vida, a incidência se inverte, e as meninas passam a ter uma maior prevalência de ITU, devido a fatores anatômicos (uretra mais curta) e comportamentais. Essa distinção é vital para a suspeição clínica e investigação adequadas.
A Escherichia coli é a bactéria mais frequentemente isolada em todas as faixas etárias e em ambos os sexos, sendo responsável por aproximadamente 80-90% das infecções do trato urinário em crianças.
Em lactentes e crianças pequenas sem controle esfincteriano, os métodos de escolha para coleta de urina são a sondagem vesical ou a punção suprapúbica, devido à alta taxa de contaminação de outras técnicas.
Em recém-nascidos e lactentes com febre sem sinais localizatórios claros, a infecção do trato urinário deve ser fortemente suspeitada, pois pode ser a única manifestação de uma infecção grave.
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