UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Quanto a infecção urinaria na infância, analise as afirmativas abaixo:I. A ITU é a segunda infecção bacteriana mais prevalente em pediatria, atingindo 8,4% das meninas e 1,7% dos meninos menores de 7 anos de idade, com alto risco de recorrência dentro do primeiro ano do episódio inicial.II. São fatores de risco para ITU: Anomalias estruturais do trato urinário; megaureter; alterações funcionais; sonda vesical de demora; neonatos; imunossupressão; meninos não circuncisados.III. A urocultura é o padrão ouro para diagnóstico de ITU.IV. O tratamento empiricamente com medicamento de menor espectro antimicrobiano possível, com base na coloração de gram, se disponível. Caso contrário, deve-se priorizar cobertura para Escherichia coli.V. Sempre internar para antibioticoterapia venosa por 24 horas, seguida de antibioticoterapia oral por mais 10 dias. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
ITU infantil: 2ª infecção bacteriana + Urocultura padrão ouro + E. coli principal agente + nem sempre internação.
A ITU é a segunda infecção bacteriana mais comum na infância, com urocultura como padrão ouro para diagnóstico. O tratamento empírico deve cobrir *E. coli*, mas a necessidade de internação e antibioticoterapia venosa depende da idade e gravidade, não sendo uma regra para todos os casos.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com alta prevalência e risco de recorrência. É fundamental para o residente reconhecer seus fatores de risco, que incluem anomalias anatômicas e funcionais do trato urinário, imunossupressão e a não circuncisão em meninos. O diagnóstico definitivo da ITU é feito pela urocultura, que é o padrão ouro, exigindo coleta adequada para evitar contaminação. O tratamento empírico inicial deve ser direcionado aos patógenos mais comuns, principalmente Escherichia coli, utilizando o antibiótico de menor espectro possível, com base na coloração de Gram, se disponível, e ajustado após o resultado da urocultura e antibiograma. A decisão sobre o local e a via de administração do tratamento (ambulatorial/hospitalar, oral/venosa) depende da idade da criança, da gravidade do quadro clínico, da presença de comorbidades e da resposta inicial ao tratamento. Nem todas as crianças com ITU necessitam de internação e antibioticoterapia venosa, sendo importante individualizar a conduta para evitar hospitalizações desnecessárias e o uso excessivo de antibióticos de amplo espectro.
Os principais fatores de risco incluem anomalias estruturais do trato urinário (como refluxo vesicoureteral), disfunções vesicais, uso de sonda vesical, neonatos, imunossupressão e, em meninos, a não circuncisão.
A urocultura é o padrão ouro, pois permite identificar o agente etiológico e seu perfil de sensibilidade aos antibióticos, guiando o tratamento específico e evitando a resistência antimicrobiana, além de confirmar o diagnóstico.
A internação e ATB venosa são geralmente indicadas para lactentes jovens (< 3 meses), crianças com sinais de sepse, vômitos persistentes, desidratação, falha do tratamento oral, ou anomalias urológicas graves que exijam investigação imediata.
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