UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Lactente masculino com 4 meses de vida trazido em consulta de puericultura com queixa de recusa ao seio, irritabilidade, discreta palidez e febre baixa intermitente. Em urocultura por sondagem vesical foi evidenciado crescimento de 100000000 de colônias de Proteus mirabilis. Após o tratamento adequado, o seguimento ambulatorial inicial desse paciente deve incluir obrigatoriamente:
Lactente com ITU febril → USG de vias urinárias é o exame inicial obrigatório para rastreio de anomalias.
A ultrassonografia de vias urinárias é o exame de imagem inicial mais importante após a primeira ITU febril em lactentes. Ela permite identificar malformações congênitas do trato urinário (MCUT) e hidronefrose, que podem predispor a infecções recorrentes e dano renal.
A infecção do trato urinário (ITU) em lactentes é uma condição séria que exige atenção imediata e investigação cuidadosa. A ITU febril em crianças pequenas é um marcador de risco para malformações congênitas do trato urinário (MCUT) e refluxo vesicoureteral (RVU), que podem predispor a episódios recorrentes de pielonefrite e, a longo prazo, levar a cicatrizes renais e doença renal crônica. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para preservar a função renal. Após o tratamento da ITU, o seguimento ambulatorial inicial é fundamental. A ultrassonografia de vias urinárias é o primeiro exame de imagem a ser realizado em todos os lactentes após a primeira ITU febril. Este exame não invasivo permite identificar anomalias anatômicas como hidronefrose, dilatações ureterais ou outras alterações estruturais que podem justificar a infecção. Dependendo dos achados da ultrassonografia, da recorrência das ITUs ou da gravidade do quadro inicial, outros exames como a uretrocistografia miccional (UCM) para detectar RVU e a cintilografia com DMSA para avaliar cicatrizes renais podem ser indicados. A quimioprofilaxia antibiótica pode ser considerada em casos selecionados, como RVU de alto grau, até a resolução cirúrgica ou espontânea do refluxo.
A investigação de imagem é crucial para identificar malformações congênitas do trato urinário (MCUT) ou refluxo vesicoureteral (RVU), que são fatores de risco para ITUs recorrentes e podem levar a cicatrizes renais e doença renal crônica se não forem diagnosticados e manejados.
A ultrassonografia de vias urinárias é o exame inicial obrigatório. Ela é não invasiva, de baixo custo e capaz de detectar hidronefrose, dilatações e outras anomalias estruturais grosseiras.
A UCM é indicada se a USG for alterada ou em casos de ITUs febris recorrentes, para investigar refluxo vesicoureteral. A cintilografia com DMSA é o padrão-ouro para detectar cicatrizes renais e avaliar a função renal diferencial, sendo geralmente realizada 3-6 meses após a ITU febril para avaliar dano renal.
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