SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
Uma pré-escolar de 2 anos, feminino, previamente hígida, dá entrada na emergência com queixa de febre alta (39,5ºC), vômitos e recusa alimentar há 2 dias. A paciente não apresenta controle esfincteriano e mãe relata que troca fralda menos vezes devido à diminuição de diurese. Ao exame físico mostra-se irritada, descorada (1+/4+), tax 39ºC, hiperemia perineal e dor a palpação abdominal. Fralda com odor fétido. Solicitado parcial de urina por saco coletor com presença de intensa flora bacteriana. Neste caso, a conduta é:
Suspeita de ITU febril em pré-escolar sem controle esfincteriano → urocultura por cateterismo vesical + ATB venosa empírica.
O quadro clínico (febre alta, vômitos, irritabilidade, diminuição de diurese, dor abdominal, odor fétido na fralda) em uma pré-escolar sugere fortemente Infecção do Trato Urinário (ITU) febril, possivelmente pielonefrite. Em crianças sem controle esfincteriano, a coleta de urina por saco coletor tem alta taxa de contaminação e não é o método ideal para urocultura em casos de suspeita de ITU febril. A coleta por cateterismo vesical é o padrão-ouro para obter uma amostra confiável. Dada a gravidade do quadro (febre alta, sintomas sistêmicos), a antibioticoterapia deve ser iniciada por via venosa, empiricamente, após a coleta da urocultura.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, e sua identificação e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações como cicatrizes renais e hipertensão arterial. Em pré-escolares, os sintomas podem ser inespecíficos, tornando o diagnóstico um desafio. A suspeita de ITU febril em crianças pequenas, especialmente sem controle esfincteriano, exige uma abordagem diagnóstica cuidadosa. A coleta de urina por saco coletor tem alta taxa de contaminação e não é recomendada para urocultura em casos de ITU febril. O cateterismo vesical ou a punção suprapúbica são os métodos preferenciais para obter uma amostra estéril e confiável. Uma vez estabelecida a suspeita de ITU febril (pielonefrite), a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada prontamente, preferencialmente por via venosa, após a coleta da urocultura. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de sensibilidade local e a gravidade do quadro clínico, visando cobrir os patógenos mais comuns, como *E. coli*.
Em pré-escolares, a ITU pode se manifestar com febre alta, irritabilidade, vômitos, recusa alimentar, dor abdominal, disúria, polaciúria e urina com odor fétido.
O cateterismo vesical é o método de escolha para obter uma amostra de urina confiável para urocultura em crianças sem controle esfincteriano com suspeita de ITU febril, devido à baixa taxa de contaminação.
A antibioticoterapia venosa é indicada para crianças com ITU febril, especialmente aquelas com sinais de toxicidade, desidratação, vômitos que impedem a via oral, ou suspeita de pielonefrite.
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