HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Assinale a alternativa que contém o agente etiológico mais frequente na infecção do trato urinário na criança:
ITU na criança → Escherichia coli é o agente etiológico mais comum (>80% dos casos).
A Escherichia coli é a bactéria mais frequentemente isolada em infecções do trato urinário em crianças, sendo responsável por mais de 80% dos casos, devido à sua capacidade de aderir ao epitélio urinário.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com uma prevalência significativa, especialmente em meninas. É uma condição importante para residentes, pois o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para prevenir complicações a longo prazo, como cicatrizes renais, hipertensão e doença renal crônica. A apresentação clínica pode ser inespecífica em lactentes e crianças pequenas, tornando o diagnóstico um desafio. O agente etiológico mais frequente na ITU pediátrica é a Escherichia coli, responsável por mais de 80% dos casos. As cepas uropatogênicas de E. coli possuem fatores de virulência, como fímbrias (especialmente as fímbrias P), que lhes permitem aderir às células uroteliais e ascender pelo trato urinário. Outros patógenos menos comuns incluem Klebsiella pneumoniae, Proteus mirabilis (associado a cálculos de estruvita), Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa (mais comum em ITUs nosocomiais ou em pacientes com anomalias estruturais). O diagnóstico de ITU em crianças requer uma urocultura positiva obtida de forma adequada (saco coletor em lactentes pode ter alta taxa de contaminação; preferir jato médio ou cateterismo vesical). O tratamento empírico inicial deve cobrir a E. coli, e a escolha do antibiótico deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade local e pela gravidade da infecção. A investigação de anomalias do trato urinário, como o refluxo vesicoureteral, é frequentemente indicada após o primeiro episódio de ITU febril.
Fatores de risco incluem sexo feminino, anomalias congênitas do trato urinário (como refluxo vesicoureteral), disfunção vesical e intestinal, má higiene e não circuncisão em meninos.
A Escherichia coli, especialmente as cepas uropatogênicas, possui fímbrias (principalmente P fímbrias) que permitem sua adesão ao epitélio urinário, resistindo à lavagem pela urina e facilitando a ascensão para o trato urinário superior.
O diagnóstico e tratamento precoces da ITU em crianças são cruciais para prevenir complicações graves como pielonefrite, cicatrizes renais, hipertensão arterial e doença renal crônica.
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