PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Caio, 2 meses e meio, é internado com quadro de febre sem sinais localizatórios. Foram coletados exames de sangue, urina e líquor. O hemograma tem leucocitose sem desvio à esquerda, Proteína C reativa =80, urina com leucocitúria, bacterioscópico da urina com bacilos Gram negativos e líquor normal. Você começa a tratá-lo com Cefotaxima pensando em infecção do trato urinário. A urocultura é positiva para Escherichia coli e há boa resposta clínica com o tratamento. No histórico do pré-natal há descrição de dilatação pielocalicial bilateral, você solicita uma ultrassonografia de aparelho urinário que mostra dilatação pielocalicial bilateral de 0,8 cm. Ao término do tratamento e já com urocultura negativa, qual exame você solicita?
ITU febril em lactente com dilatação pielocalicial → Uretrocistografia miccional para investigar refluxo vesicoureteral.
Em lactentes com infecção do trato urinário (ITU) febril e história de dilatação pielocalicial congênita, a uretrocistografia miccional (UCM) é o exame de escolha após o tratamento da infecção aguda. Ela é fundamental para diagnosticar refluxo vesicoureteral (RVU), uma das principais causas de ITU recorrente e dano renal em crianças.
A infecção do trato urinário (ITU) em lactentes é uma condição comum e de grande importância clínica, pois pode levar a danos renais permanentes se não for diagnosticada e tratada adequadamente. A presença de febre sem sinais localizatórios em um lactente sempre deve levantar a suspeita de ITU, exigindo investigação com urocultura. A identificação de Escherichia coli é a causa mais comum. A história de dilatação pielocalicial bilateral no pré-natal, confirmada por ultrassonografia pós-natal, indica uma anomalia congênita do trato urinário (ACTU), como hidronefrose. Em um lactente com ITU febril e ACTU, a investigação da causa subjacente é crucial. A uretrocistografia miccional (UCM) é o exame padrão-ouro para diagnosticar refluxo vesicoureteral (RVU), uma das ACTUs mais comuns associadas à ITU recorrente e ao risco de pielonefrite e cicatrizes renais. A UCM deve ser realizada após a resolução da infecção aguda, com urocultura negativa, para evitar a ascensão de bactérias. O manejo do RVU pode variar desde acompanhamento clínico e profilaxia antibiótica até intervenção cirúrgica, dependendo do grau e das complicações. Residentes devem estar cientes da importância da investigação completa em lactentes com ITU e ACTU para prevenir sequelas renais a longo prazo.
A UCM é essencial para diagnosticar refluxo vesicoureteral (RVU), uma condição em que a urina retorna da bexiga para os ureteres e rins, predispondo a infecções urinárias de repetição e lesão renal.
A UCM geralmente é solicitada após o tratamento da infecção aguda, quando a urina está estéril, para evitar a disseminação de bactérias para o trato urinário superior durante o procedimento.
As principais causas incluem refluxo vesicoureteral, obstruções do trato urinário (como estenose de junção ureteropélvica ou válvulas de uretra posterior) e disfunção vesical.
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