UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Menina, 5 anos, queixa-se de disúria há 3 dias. Não há febre ou antecedentes patológicos relevantes. Exame físico: bom estado geral; corada; hidratada; FC = 100bpm; frequência respiratória (FR) = 20irpm; PA = 80 x 60mmHg. EAS: presença de nitrito e esterase leucocitária, além de piúria. Pode-se afirmar que o fármaco com melhor relação custo/benefício para o tratamento é:
ITU baixa em criança com EAS sugestivo (nitrito, esterase, piúria) → Nitrofurantoína é 1ª linha (custo/benefício).
Em crianças com sintomas de ITU baixa e EAS sugestivo (nitrito, esterase leucocitária, piúria), a nitrofurantoína é uma excelente opção de tratamento empírico devido ao seu perfil de segurança, eficácia e baixo custo, sendo bem tolerada e com baixa resistência.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com maior incidência em meninas. É crucial o diagnóstico e tratamento precoces para prevenir complicações como cicatrizes renais e hipertensão arterial. A apresentação clínica varia com a idade, sendo mais inespecífica em lactentes e manifestando-se com disúria, polaciúria e dor suprapúbica em crianças maiores. O diagnóstico de ITU em crianças é feito pela combinação de sintomas clínicos e achados laboratoriais. O exame de urina tipo 1 (EAS) é um rastreio importante, com a presença de nitrito e esterase leucocitária sendo altamente sugestivos. A piúria também reforça a suspeita. A confirmação diagnóstica é realizada pela urocultura, que deve ser coletada adequadamente. A suspeita deve surgir em qualquer criança com febre sem foco aparente ou sintomas urinários. O tratamento empírico da ITU baixa em crianças, como a cistite, deve ser iniciado após a coleta da urocultura. A nitrofurantoína é uma excelente opção de primeira linha devido à sua eficácia contra os principais patógenos (E. coli), baixo custo, boa tolerabilidade e perfil de segurança. Em casos de pielonefrite ou ITU complicada, antibióticos de maior espectro, como cefalosporinas de terceira geração, podem ser necessários, muitas vezes com início parenteral.
Os principais achados do EAS que sugerem ITU em crianças são a presença de nitrito (indicando bactérias gram-negativas), esterase leucocitária (sugerindo piúria) e a própria piúria (leucócitos na urina).
A nitrofurantoína é preferida para ITU baixa em crianças devido à sua alta concentração urinária, baixa resistência bacteriana, bom perfil de segurança e excelente relação custo-benefício, sendo eficaz contra os patógenos mais comuns.
Uma ITU pediátrica deve ser considerada complicada ou de trato superior (pielonefrite) na presença de febre, dor lombar, vômitos, toxemia ou alterações anatômicas do trato urinário, requerendo uma abordagem terapêutica mais agressiva.
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