HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Lactente masculino, 8 meses, não circuncisado, é hospitalizado por febre de 39,1º C, desconforto abdominal, prostração, náuseas, vômitos. Está com sinais de desidratação grau II, e sem outras evidências de alterações ao exame físico. O exame qualitativo de urina apresenta testes positivos para estearase leucocitária e nitritos. Urocultura em andamento. Em relação ao diagnóstico mais provável, afirma-se:I. É a infecção bacteriana severa mais comum em lactentes que apresentam febre sem foco evidente.II. Está indicada a hospitalização para reidratação e antibioticoterapia parenteral.III. Está indicada a levofloxacina intravenosa como medicamento de escolha para uso empírico.Estão corretas as afirmativas
ITU febril em lactente < 2 anos = hospitalizar + ATB parenteral empírico (ceftriaxona/cefotaxima).
Em lactentes com febre sem foco aparente e sinais de infecção do trato urinário (ITU) como esterase leucocitária e nitritos positivos, a ITU é uma causa comum de infecção bacteriana grave. A presença de desidratação e prostração indica a necessidade de hospitalização para reidratação e antibioticoterapia parenteral empírica, geralmente com cefalosporinas de terceira geração.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é a infecção bacteriana grave mais comum em lactentes que apresentam febre sem foco evidente, especialmente em meninos não circuncisados e meninas. A prevalência de ITU em lactentes febris varia de 5% a 10%, sendo crucial o diagnóstico precoce para prevenir danos renais a longo prazo. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da região perineal para o trato urinário. O diagnóstico é confirmado pela urocultura, mas a triagem com exame qualitativo de urina (esterase leucocitária e nitritos) é um forte indicativo. A presença de febre e sinais sistêmicos em lactentes sugere pielonefrite, uma infecção do parênquima renal. A conduta em lactentes com ITU febril, especialmente aqueles com sinais de toxicidade ou desidratação, é a hospitalização para reidratação e antibioticoterapia parenteral empírica. Cefalosporinas de terceira geração são a escolha inicial, ajustando-se após o resultado da urocultura e antibiograma. O tratamento adequado visa prevenir cicatrizes renais e suas complicações futuras.
A suspeita de ITU febril em lactentes surge com febre sem foco aparente, especialmente se houver sintomas inespecíficos como irritabilidade, vômitos, prostração, e exames de urina com esterase leucocitária e/ou nitritos positivos.
A hospitalização é indicada devido à idade do lactente (<2 anos), presença de febre alta, sinais de desidratação e prostração, que sugerem uma infecção mais grave (pielonefrite). A via parenteral garante a rápida e eficaz entrega do antibiótico.
As cefalosporinas de terceira geração, como ceftriaxona ou cefotaxima, são as escolhas empíricas iniciais para ITU febril em lactentes, devido à sua ampla cobertura contra patógenos comuns e boa penetração renal. Levofloxacina não é a primeira escolha para essa faixa etária.
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