UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Roberto, 1 mês de idade, foi internado devido a ITU. Assinale Verdadeiro ( V ) ou Falso ( F ).( ) São fatores de risco para ITU em pediatria: presença do prepúcio e constipação intestinal. ( ) Para o caso de Roberto, a investigação anatômica do aparelho urinário é obrigatória. ( ) A diferenciação entre cistite e pielonefrite em lactentes é realizada basicamente pelo quadro clínico e urocultura. ( ) EAS tem grande especificidade para diagnóstico de ITU em lactentes. Assinale a sequência CORRETA.
ITU em lactente < 2 anos = investigação anatômica obrigatória; EAS tem baixa especificidade para ITU.
Em lactentes, a investigação anatômica do trato urinário é essencial após um episódio de ITU febril. O EAS é uma triagem útil, mas sua baixa especificidade exige confirmação diagnóstica por urocultura, e a diferenciação entre cistite e pielonefrite é difícil apenas clinicamente.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, especialmente em lactentes. Em bebês, a ITU pode apresentar sintomas inespecíficos como febre, irritabilidade, vômitos e recusa alimentar, tornando o diagnóstico um desafio. Fatores de risco como a presença do prepúcio em meninos não circuncidados e a constipação intestinal são importantes, pois podem favorecer a colonização bacteriana e a ascensão de microrganismos. O diagnóstico de ITU em lactentes requer a coleta de urina de forma adequada (punção suprapúbica ou cateterismo vesical) para urocultura, que é o padrão-ouro. O Exame de Urina Tipo I (EAS) pode ser útil como triagem, mas sua especificidade é limitada, e um resultado positivo deve ser confirmado pela urocultura. A diferenciação entre cistite (infecção da bexiga) e pielonefrite (infecção renal) é crucial, pois a pielonefrite tem maior risco de cicatrizes renais. Em lactentes, essa diferenciação é difícil apenas pelo quadro clínico, sendo a febre alta e marcadores inflamatórios mais sugestivos de pielonefrite. Em lactentes menores de 2 anos, a investigação anatômica do aparelho urinário, geralmente com ultrassonografia renal e vesical, é obrigatória após o primeiro episódio de ITU febril. Isso visa identificar malformações congênitas, como o refluxo vesicoureteral, que predispõem a ITUs recorrentes e podem levar a danos renais permanentes se não forem diagnosticadas e manejadas adequadamente. O tratamento precoce e adequado da ITU é fundamental para prevenir complicações a longo prazo.
Os principais fatores de risco para ITU em pediatria incluem a presença de prepúcio (em meninos não circuncidados), constipação intestinal, disfunção vesical, malformações congênitas do trato urinário (como refluxo vesicoureteral) e higiene inadequada.
A investigação anatômica, geralmente com ultrassonografia renal e vesical, é obrigatória em todos os lactentes menores de 2 anos após o primeiro episódio de ITU febril, e em crianças de qualquer idade com ITU recorrente ou atípica, para identificar malformações.
A urocultura é o padrão-ouro para o diagnóstico de ITU em lactentes, pois o EAS pode ter baixa especificidade devido a contaminação ou outras causas de piúria. A urocultura permite identificar o agente etiológico e seu perfil de sensibilidade aos antibióticos.
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