PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Um menino de 3 meses de idade apresenta febre de origem indeterminada. Como exames de triagem, foram feitas avaliações laboratoriais e de imagem para investigação de infecção urinária. Qual a conduta apropriada?
Lactente < 2 anos com 1ª ITU febril confirmada → Realizar Ultrassonografia de rins e vias urinárias.
A investigação por imagem após a primeira ITU em lactentes busca identificar anomalias estruturais que aumentam o risco de pielonefrite e cicatrizes renais permanentes.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de febre sem foco em lactentes. Devido à imaturidade do sistema imunológico e proximidade anatômica, o risco de ascensão bacteriana para os rins é elevado. A Academia Americana de Pediatria recomenda que todo lactente entre 2 meses e 2 anos com o primeiro episódio de ITU febril seja submetido à ultrassonografia de rins e vias urinárias. O objetivo primordial é o rastreio de anomalias congênitas do trato urinário (CAKUT), sendo o refluxo vesicoureteral (RVU) a mais frequente. O diagnóstico precoce permite intervenções que previnem a formação de cicatrizes renais, que a longo prazo podem levar a hipertensão arterial e insuficiência renal crônica.
Para diagnóstico de ITU em lactentes sem controle esfincteriano, os métodos preferenciais são o cateterismo vesical ou a punção suprapúbica para evitar contaminação.
A UCM é indicada se a ultrassonografia for alterada (hidronefrose, cicatrizes) ou se houver recorrência de ITU febril, visando diagnosticar refluxo vesicoureteral.
Serve para detectar malformações anatômicas grosseiras, hidronefrose, duplicidade ureteral e avaliar o tamanho renal, sendo um exame não invasivo e sem radiação.
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