Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Infecções urinárias (ITU) são a causa mais comum de DBG em crianças jovens, com risco de lesão renal permanente. A prevalência de infecção urinária em crianças varia de 2 a 5%, mas há certos grupos nos quais esse risco é maior.Pronto-socorro. Claudio Schvartsmann - 4.a ed. Santana de Parnaíba-SP: Manole, 2023Considerando o caráter informativo do texto, o tema abordado e os conceitos relacionados à Febre sem sinais localizatórios (FSSL), julgue o item.Considerando agentes da comunidade, pacientes com 2 meses de vida ou mais podem ser tratados por via oral em regime ambulatorial, levando em conta que o tratamento por via oral ou parenteral é de igual eficácia.
Lactentes ≥ 2 meses com ITU: VO é tão eficaz quanto parenteral se houver bom estado geral.
Em lactentes acima de 2 meses sem sinais de gravidade, o tratamento oral para ITU apresenta eficácia comparável ao parenteral, permitindo manejo ambulatorial seguro.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas bacterianas mais frequentes de febre sem sinais localizatórios em lactentes. O manejo evoluiu de uma abordagem agressiva com internação sistemática para uma conduta estratificada por risco. A evidência atual sustenta que, para pacientes estáveis acima de 60 dias de vida, a via oral é segura e eficaz, reduzindo custos hospitalares e riscos de infecções nosocomiais. O diagnóstico precoce é crucial para prevenir a formação de cicatrizes renais, que podem levar a hipertensão arterial e insuficiência renal crônica a longo prazo. A coleta de urina deve ser feita preferencialmente por cateterismo vesical ou punção suprapúbica em crianças sem controle esfincteriano para evitar contaminação e diagnósticos falso-positivos.
Lactentes com mais de 2 meses de vida, em bom estado geral, sem sinais de sepse, capazes de tolerar a via oral e com garantia de seguimento ambulatorial em 24-48 horas podem ser tratados em casa. A ausência de desidratação e vômitos é fundamental para garantir a absorção do antibiótico e a manutenção do estado clínico estável durante o tratamento.
Estudos multicêntricos demonstraram que, em crianças acima de 2 meses com pielonefrite aguda não complicada, o início precoce de antibioticoterapia oral não aumenta o risco de lesão ou cicatriz renal permanente quando comparado ao tratamento iniciado por via parenteral. O fator determinante para o prognóstico renal é a rapidez do início do tratamento efetivo, não a via de administração.
A escolha deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade local, mas comumente utilizam-se cefalosporinas de segunda ou terceira geração (como cefuroxima ou cefixima) ou amoxicilina com clavulanato. Deve-se evitar o uso de nitrofurantoína em casos de suspeita de pielonefrite ou febre, pois este fármaco não atinge níveis teciduais renais terapêuticos, sendo restrito a cistites.
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