ITU Não Complicada: Diagnóstico e Sintomas em Mulheres

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente com 30 anos de idade, sem comorbidades, compareceu à Unidade Básica de Saúde com queixas de disúria, tenesmo vesical, polaciúria e ardência miccional há 2 dias. Relatou vida sexual ativa, uso de método anticoncepcional e última menstruação na semana anterior ao surgimento dos sintomas. Negou quadro de infecção urinária no último ano ou história sugestiva de anormalidades do trato urinário.Diante desses dados, a principal hipótese diagnóstica é

Alternativas

  1. A) pielonefrite grave.
  2. B) sepse de foco urinário.
  3. C) bacteriúria assintomática.
  4. D)  infecção de trato urinário não complicada.

Pérola Clínica

Mulher jovem, sem comorbidades, sintomas irritativos urinários → ITU não complicada.

Resumo-Chave

O quadro clínico clássico de disúria, polaciúria e tenesmo vesical em uma mulher jovem, sem comorbidades e sem história de ITUs recentes ou anormalidades do trato urinário, é altamente sugestivo de uma infecção do trato urinário não complicada (cistite aguda).

Contexto Educacional

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres. A ITU não complicada, ou cistite aguda, é definida como uma infecção da bexiga em mulheres não grávidas, pré-menopausa, sem anormalidades anatômicas ou funcionais do trato urinário e sem comorbidades significativas. É um diagnóstico de alta prevalência na atenção primária e na emergência. O quadro clínico típico da cistite aguda é caracterizado por sintomas irritativos do trato urinário inferior, como disúria (dor ou queimação ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), tenesmo vesical (sensação de urgência e esvaziamento incompleto da bexiga) e dor suprapúbica. A ausência de febre, calafrios, dor lombar, náuseas ou vômitos é crucial para diferenciar a cistite de uma pielonefrite, que é uma ITU do trato superior e considerada complicada. A paciente descrita no enunciado, uma mulher de 30 anos, sem comorbidades, com vida sexual ativa e sintomas clássicos de disúria, tenesmo e polaciúria há 2 dias, se encaixa perfeitamente na definição de ITU não complicada. O diagnóstico é predominantemente clínico, e o tratamento empírico com antibióticos de curta duração é geralmente eficaz. É importante descartar outras condições como pielonefrite grave ou sepse de foco urinário, que apresentariam sinais sistêmicos de gravidade, e bacteriúria assintomática, que não causaria os sintomas descritos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos de uma ITU não complicada (cistite)?

Os sintomas clássicos incluem disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), tenesmo vesical (sensação de esvaziamento incompleto da bexiga) e ardência miccional.

Como diferenciar uma cistite de uma pielonefrite?

A pielonefrite, uma ITU complicada, geralmente apresenta sintomas sistêmicos como febre, calafrios, dor lombar (flanco), náuseas e vômitos, além dos sintomas de cistite. A cistite não complicada é restrita aos sintomas do trato urinário inferior.

Quais fatores de risco para ITU são comuns em mulheres jovens?

Fatores de risco comuns incluem atividade sexual, uso de diafragma ou espermicidas, história prévia de ITU, e anatomia feminina (uretra mais curta).

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