UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
Lactente, 4 meses, sexo masculino, é levado por sua mãe ao consultório com história de febre 39°C, recusa alimentar e vômitos. Relata aleitamento materno exclusivo e que é a primeira vez que ele fica “doentinho”. Exame físico: algo irritado, tax: 38,3°C, sem nenhuma outra alteração. EAS colhido por cateterismo vesical: nitrito positivo e presença de GRAM negativo na amostra. Nesse caso, a conduta é iniciar:
Lactente com febre e EAS positivo (nitrito/Gram neg) → iniciar ATB imediato + urocultura + USG renal.
Em lactentes com suspeita de ITU febril, a presença de nitrito positivo e Gram negativo em amostra de cateterismo vesical é altamente sugestiva. O tratamento antibiótico deve ser iniciado imediatamente, sem aguardar a urocultura, para evitar complicações como pielonefrite e lesão renal. A ultrassonografia renal e de vias urinárias é essencial para investigar anomalias anatômicas.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) em lactentes é uma condição comum e de grande importância clínica, pois pode levar a complicações sérias como pielonefrite e cicatrizes renais, resultando em hipertensão arterial e doença renal crônica. A incidência é maior em meninos não circuncidados no primeiro ano de vida e em meninas após esse período. A apresentação clínica em lactentes é inespecífica, manifestando-se frequentemente como febre sem foco, irritabilidade, recusa alimentar e vômitos, o que torna o diagnóstico desafiador. O diagnóstico de ITU em lactentes exige a coleta adequada de urina, preferencialmente por cateterismo vesical ou punção suprapúbica, para evitar contaminação. A presença de nitrito positivo e leucocitúria, juntamente com Gram negativo na amostra, é altamente sugestiva. O tratamento empírico com antibióticos deve ser iniciado imediatamente após a coleta da urocultura, sem aguardar o resultado, para prevenir a progressão da infecção e minimizar o risco de lesão renal permanente. A escolha do antibiótico inicial deve cobrir os patógenos mais comuns, como Escherichia coli. Após o tratamento da fase aguda, a investigação complementar é crucial. A ultrassonografia renal e de vias urinárias é o primeiro exame de imagem a ser solicitado para identificar anomalias anatômicas. A cintilografia com DMSA é utilizada para detectar cicatrizes renais, indicando pielonefrite prévia. A uretrocistografia miccional (UCM) é reservada para casos selecionados, como ITUs recorrentes, dilatação do trato urinário ou outras alterações na ultrassonografia, para diagnosticar refluxo vesicoureteral. O manejo adequado e a investigação completa são essenciais para prevenir recorrências e preservar a função renal.
O antibiótico deve ser iniciado imediatamente em lactentes com febre sem foco e exame de urina (EAS) sugestivo de ITU, como nitrito positivo e Gram negativo, especialmente se a amostra for coletada por cateterismo vesical.
A ultrassonografia é fundamental para identificar anomalias anatômicas do trato urinário, como hidronefrose ou refluxo vesicoureteral, que podem predispor a ITUs recorrentes e lesão renal.
A cintilografia com DMSA é indicada para avaliar cicatrizes renais após pielonefrite. A UCM é reservada para casos de ITU recorrente, dilatação do trato urinário na USG, ou outras anomalias que sugiram refluxo vesicoureteral.
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