UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Maria, 1 ano, é levada por sua mãe ao pediatra para consulta de rotina. A mãe se queixa de baixa aceitação da dieta. Ao exame, a criança encontra-se em bom estado geral, afebril, eupneica, auscultas normais, oroscopia e otoscopia normais, abdome plano e sem massas. O pediatra observa que a criança apresenta queda na curva de peso e retificação da curva de altura. O pediatra diz à mãe que a criança pode estar com infecção urinária. Sobre a hipótese do pediatra, marque a opção CORRETA.
ITU em lactentes pode ter sintomas atípicos (ex: baixa aceitação alimentar, falha de crescimento), sendo E. coli o principal agente por via ascendente.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) em lactentes e crianças pequenas frequentemente se manifesta com sintomas inespecíficos, como irritabilidade, baixa aceitação alimentar, vômitos, e falha de crescimento (queda na curva de peso e retificação da altura), mesmo na ausência de febre ou queixas urinárias clássicas. A Escherichia coli é o agente etiológico mais comum, geralmente por via ascendente.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com uma prevalência significativa, especialmente no primeiro ano de vida. Em lactentes e crianças pequenas, a apresentação clínica da ITU pode ser bastante inespecífica, o que torna o diagnóstico um desafio. Sintomas como febre sem foco aparente, irritabilidade, vômitos, diarreia, icterícia prolongada e, notavelmente, falha de crescimento (queda na curva de peso e retificação da altura), devem levantar a suspeita de ITU, mesmo na ausência de sintomas urinários clássicos. O principal agente etiológico da ITU em crianças é a Escherichia coli, uma bactéria gram-negativa que coloniza o trato gastrointestinal. A infecção ocorre predominantemente por via ascendente, onde bactérias da região perianal colonizam a uretra e ascendem até a bexiga e, em casos de pielonefrite, até os rins. Fatores de risco incluem malformações do trato urinário (como refluxo vesicoureteral), constipação, disfunção miccional e, em lactentes, o sexo masculino (nos primeiros meses) e feminino (após o primeiro ano). O diagnóstico definitivo de ITU requer uma urocultura positiva de uma amostra de urina coletada de forma adequada. Em crianças sem controle esfincteriano, a punção suprapúbica ou a cateterização vesical são os métodos preferenciais para evitar contaminação, enquanto o saco coletor é desaconselhado para diagnóstico. O tratamento precoce e adequado é crucial para prevenir complicações como cicatrizes renais e doença renal crônica.
Em lactentes, a ITU pode se manifestar com sintomas inespecíficos como irritabilidade, baixa aceitação alimentar, vômitos, diarreia, icterícia prolongada e, como no caso, falha de crescimento (queda na curva de peso e retificação da altura), mesmo sem febre ou queixas urinárias evidentes.
O principal agente etiológico da ITU em crianças é a Escherichia coli, responsável por cerca de 80-90% dos casos. A via de infecção mais comum é a ascendente, a partir da colonização periuretral por bactérias do trato gastrointestinal.
O diagnóstico de ITU em crianças sem controle esfincteriano requer urocultura positiva de uma amostra de urina coletada de forma estéril. Os métodos de escolha são a punção suprapúbica ou a cateterização vesical, sendo o saco coletor desencorajado devido à alta taxa de contaminação.
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