IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Em relação à infecção urinária em crianças, é correto afirmar que
ITU em crianças maiores/adolescentes: sintomas urinários clássicos são frequentes. Em lactentes: sintomas inespecíficos.
A apresentação clínica da infecção urinária (ITU) varia significativamente com a idade da criança. Em crianças maiores e adolescentes, os sintomas são mais localizados e semelhantes aos adultos. Já em lactentes e recém-nascidos, a ITU pode se manifestar com sintomas sistêmicos inespecíficos, dificultando o diagnóstico.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com uma prevalência significativa que varia com a idade e o sexo. O diagnóstico e manejo precoces são cruciais para prevenir complicações a longo prazo, como cicatrizes renais, hipertensão arterial e doença renal crônica. A apresentação clínica da ITU é altamente dependente da idade da criança, o que torna o diagnóstico um desafio particular em lactentes e recém-nascidos. Em crianças maiores e adolescentes, os sintomas da ITU são geralmente mais específicos e localizados, assemelhando-se aos sintomas em adultos. Queixas como disúria, polaciúria, urgência miccional, dor suprapúbica ou lombar são frequentes e direcionam a investigação. Em contraste, em recém-nascidos e lactentes, a ITU costuma se apresentar com sintomas inespecíficos e sistêmicos, como febre sem foco aparente, irritabilidade, letargia, vômitos, diarreia, icterícia prolongada ou dificuldade de ganho de peso. Nesses grupos etários, os quadros podem ser mais graves, com maior risco de pielonefrite e lesão renal. O diagnóstico definitivo da ITU requer uma urocultura com coleta adequada. Em crianças com controle esfincteriano, o jato médio é o método preferencial. No entanto, em crianças sem controle esfincteriano, a coleta por cateterismo vesical ou punção suprapúbica é o padrão-ouro para evitar contaminação. A coleta por saco coletor é desaconselhada para diagnóstico devido à sua alta taxa de falsos positivos. A interpretação da urocultura deve considerar o método de coleta e o número de colônias, sendo que para jato médio, >100.000 UFC/mL é o critério clássico, mas valores menores podem ser significativos dependendo do método de coleta e do quadro clínico.
Em crianças maiores e adolescentes, os sintomas de ITU são mais localizados e semelhantes aos adultos, incluindo disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional, dor suprapúbica ou lombar, e, ocasionalmente, febre.
Em recém-nascidos e lactentes, a ITU geralmente se manifesta com sintomas inespecíficos e sistêmicos, como febre sem foco aparente, irritabilidade, letargia, vômitos, diarreia, icterícia prolongada ou dificuldade de ganho de peso. Sintomas urinários específicos são raros nessa faixa etária, e os quadros podem ser mais graves.
O método ideal para coleta de urocultura em crianças sem controle esfincteriano é a cateterização vesical ou a punção suprapúbica, devido à menor taxa de contaminação. A coleta por saco coletor não é recomendada para diagnóstico, pois apresenta alta taxa de falsos positivos.
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