ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Conforme CAMPOS, BURNS e LOPEZ, a apresentação clínica da Infecção do Trato Urinário (ITU) varia de acordo com o grupo etário e com a localização da infecção. Outros fatores influenciam as manifestações clínicas, como estado nutricional, presença de alterações anatômicas do trato urinário, número de infecções anteriores e intervalo de tempo do último episódio infeccioso. Em relação à ITU na pediatria, analisar os itens abaixo: I. A persistência de bexiga palpável após a micção sugere processo obstrutivo ou disfunção do trato urinário inferior. II. A presença de uma ou mais bactérias (bastonetes Gram-negativos) em gota de urina não centrifugada corada pelo Gram correlaciona se fortemente com bacteriúria significativa demonstrada pela urocultura. III. Cateterismo vesical é um método invasivo que pode provocar ITU no caso de falha técnica no procedimento, além de ser desconfortável para o paciente. Não deve ser usado de rotina para coleta de material que é eliminado espontaneamente, como a urina.Está(ão) CORRETOS(S).
ITU pediátrica: Bexiga palpável pós-micção sugere obstrução; Gram de urina não centrifugada correlaciona com bacteriúria; Cateterismo vesical é padrão para coleta em lactentes.
Na ITU pediátrica, a persistência de bexiga palpável após micção indica obstrução ou disfunção. O Gram de urina não centrifugada é um bom preditor de bacteriúria significativa. O cateterismo vesical, embora invasivo, é o método mais confiável para coleta de urina em lactentes para urocultura, minimizando contaminação.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na pediatria, com prevalência significativa, especialmente em lactentes e crianças pequenas. A apresentação clínica varia amplamente com a idade, sendo muitas vezes inespecífica em neonatos e lactentes (febre, irritabilidade, recusa alimentar), o que dificulta o diagnóstico e pode atrasar o tratamento, aumentando o risco de lesão renal permanente. Fatores como alterações anatômicas, disfunções vesicais e histórico de ITUs anteriores influenciam a manifestação e a recorrência. O diagnóstico de ITU em pediatria requer uma urocultura positiva obtida por método de coleta adequado. Em lactentes e crianças que não controlam a micção, o cateterismo vesical é o método preferencial devido à sua menor taxa de contaminação em comparação com o saco coletor. A punção suprapúbica é outra opção com baixíssima taxa de contaminação. A análise do Gram de urina não centrifugada é uma ferramenta rápida e útil: a presença de uma ou mais bactérias (especialmente bastonetes Gram-negativos) correlaciona-se fortemente com bacteriúria significativa, auxiliando na decisão de iniciar tratamento empírico enquanto se aguarda o resultado da urocultura. A avaliação clínica também é fundamental. A persistência de bexiga palpável após a micção, mesmo em uma criança assintomática, é um sinal de alerta que sugere a presença de processo obstrutivo ou disfunção do trato urinário inferior, condições que predispõem a ITUs de repetição e requerem investigação urológica. Portanto, a abordagem da ITU pediátrica exige uma combinação de exame físico cuidadoso, coleta de urina apropriada e interpretação correta dos exames laboratoriais para garantir um diagnóstico e tratamento eficazes e prevenir sequelas renais.
Os métodos mais confiáveis são o cateterismo vesical e a punção suprapúbica, que minimizam a contaminação. O saco coletor tem alta taxa de falso-positivo e deve ser evitado para urocultura diagnóstica.
A presença de bactérias em gota de urina não centrifugada corada pelo Gram tem alta sensibilidade e especificidade para bacteriúria significativa, sendo um teste rápido útil para iniciar a terapia empírica enquanto se aguarda a urocultura.
A persistência de bexiga palpável após a micção sugere uma obstrução do trato urinário inferior ou uma disfunção vesical, condições que predispõem a infecções urinárias de repetição e requerem investigação urológica.
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