HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Sobre a infecção do trato urinário na mulher, assinale a alternativa correta: I- A bacteriúria assintomática na mulher em geral deve ser sempre tratada. II- A E. coli é a principal responsável em mais da metade dos casos de ITU no menacme. III- Os principais fatores desencadeantes envolvem, em primeiro lugar, o estresse, e em segundo, o tipo de alimentação da mulher.
E. coli é o principal agente etiológico da ITU em mulheres no menacme.
A Escherichia coli é responsável por mais da metade dos casos de ITU em mulheres em idade fértil (menacme). A bacteriúria assintomática geralmente não requer tratamento, exceto em gestantes ou antes de procedimentos urológicos invasivos.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres, com alta prevalência ao longo da vida. A anatomia feminina, com uretra mais curta e proximidade com o ânus, facilita a ascensão de bactérias. A ITU pode se manifestar como cistite (infecção da bexiga) ou pielonefrite (infecção renal), sendo a primeira mais frequente e geralmente menos grave. A fisiopatologia da ITU envolve a colonização da uretra por bactérias entéricas, principalmente Escherichia coli, que ascende até a bexiga. No menacme (idade fértil), a E. coli é responsável por mais de 80% dos casos de ITU. Fatores como atividade sexual, uso de diafragma com espermicida e história prévia de ITU aumentam o risco. O diagnóstico é clínico, com confirmação por urocultura. O tratamento da ITU depende da sua localização e gravidade. Para cistite não complicada, antibióticos de curta duração são eficazes. A bacteriúria assintomática, definida pela presença de bactérias na urina sem sintomas, geralmente não requer tratamento em mulheres não gestantes, para evitar resistência antimicrobiana. As exceções são gestantes e pacientes submetidas a procedimentos urológicos invasivos, onde o tratamento é mandatório.
A bacteriúria assintomática deve ser tratada em gestantes devido ao risco de pielonefrite e parto prematuro, e antes de procedimentos urológicos invasivos para prevenir infecções. Fora dessas situações, o tratamento não é recomendado.
A Escherichia coli é o principal agente etiológico da infecção do trato urinário em mulheres, sendo responsável por mais de 80% dos casos de cistite não complicada. Outros patógenos incluem Klebsiella, Proteus e Staphylococcus saprophyticus.
Os principais fatores de risco para ITU em mulheres incluem atividade sexual, uso de espermicidas, história prévia de ITU, diabetes, deficiência de estrogênio na pós-menopausa e anormalidades anatômicas do trato urinário. Estresse e alimentação não são fatores primários.
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