HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
A mãe de um menino de 8 meses, marcou consulta no ambulatório de nefrologia, com história de ter tratado uma infecção de urina febril há 5 dias. Mãe conta que o paciente havia iniciado irritabilidade, vômitos e febre de 39 graus, levou ao pronto-socorro, onde foi solicitado exame de urina. O resultado da urocultura evidenciou crescimento de 100.000 unidades formadoras de colônia de E. coli multissensível. Foi prescrito cefalexina por 10 dias e paciente tratou adequadamente. No momento, paciente está assintomático. A fim de avaliar a possibilidade de refluxo vesicoureteral, o exame inicial a ser solicitado é:
ITU febril em lactente → USG de rins e vias urinárias como exame inicial para triagem de anomalias.
Após uma infecção do trato urinário (ITU) febril em lactentes, o ultrassom de rins e vias urinárias é o exame inicial de triagem recomendado para identificar anomalias anatômicas. A uretrocistografia miccional (UCM) é indicada posteriormente, se o ultrassom for alterado ou em casos específicos, para diagnosticar refluxo vesicoureteral.
A infecção do trato urinário (ITU) febril em lactentes é uma condição séria que exige investigação cuidadosa devido ao risco de lesão renal permanente e hipertensão arterial na vida adulta. A presença de febre sugere envolvimento do parênquima renal (pielonefrite). Após o tratamento da infecção aguda, a investigação anatômica do trato urinário é fundamental. As diretrizes atuais recomendam o ultrassom de rins e vias urinárias como o exame inicial de triagem. Este exame é não invasivo, não utiliza radiação e pode identificar anomalias estruturais significativas, como hidronefrose, duplicidade de sistemas coletores ou alterações no tamanho e ecogenicidade dos rins. A uretrocistografia miccional (UCM) é o exame padrão-ouro para diagnosticar o refluxo vesicoureteral (RVU), mas não é o primeiro a ser solicitado rotineiramente em todos os casos. Geralmente, a UCM é reservada para crianças com ultrassom alterado, ITU febril recorrente, ou em lactentes com primeira ITU febril, dependendo das diretrizes locais e da idade. A cintilografia renal com DMSA é utilizada para avaliar a presença de cicatrizes renais. Portanto, o ultrassom é a escolha mais apropriada como exame inicial para triagem.
A ITU febril em lactentes pode indicar a presença de anomalias congênitas do trato urinário, como o refluxo vesicoureteral, que aumentam o risco de pielonefrite e lesão renal permanente.
A UCM é indicada para diagnosticar refluxo vesicoureteral, geralmente após um ultrassom de rins e vias urinárias alterado ou em casos de ITU febril recorrente, ou em crianças menores de 2 anos com primeira ITU febril.
A cintilografia com DMSA é o exame padrão-ouro para detectar cicatrizes renais (lesão parenquimatosa) após episódios de pielonefrite, sendo útil para avaliar o prognóstico e a necessidade de profilaxia.
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