SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
No adulto com vida sexual ativa, a infecção urinária é comumente causada pela bactéria
Escherichia coli é a principal causa de ITU em adultos sexualmente ativos, responsável por >80% dos casos.
A Escherichia coli é o uropatógeno mais prevalente em infecções do trato urinário, especialmente em mulheres sexualmente ativas, devido à sua capacidade de aderir ao epitélio urinário e sua origem na flora intestinal. O conhecimento desse agente é crucial para o tratamento empírico inicial.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, afetando milhões de pessoas anualmente, com maior prevalência em mulheres. O conhecimento do agente etiológico mais frequente é fundamental para a escolha do tratamento antimicrobiano empírico inicial, que deve ser eficaz contra os patógenos mais prováveis, minimizando a resistência e otimizando os resultados clínicos. Em adultos com vida sexual ativa, a Escherichia coli é, de longe, a bactéria mais comumente isolada em casos de ITU, respondendo por 80% a 90% das infecções não complicadas. Sua origem na flora intestinal e a capacidade de aderir ao epitélio urinário através de fímbrias são fatores chave para sua patogenicidade. Outros uropatógenos, como Staphylococcus saprophyticus, Klebsiella spp., Proteus mirabilis e Enterococcus faecalis, são menos frequentes e geralmente associados a ITUs complicadas, recorrentes ou em populações específicas. Para residentes, a compreensão da etiologia da ITU é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A escolha do antibiótico empírico deve ser guiada pela epidemiologia local e pelos padrões de resistência, mas sempre tendo a E. coli como principal alvo. A cultura de urina com antibiograma é essencial para confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento definitivo, especialmente em casos de falha terapêutica ou ITUs complicadas.
A Escherichia coli é a bactéria mais comum causadora de infecção do trato urinário (ITU) em adultos, sendo responsável por aproximadamente 80% a 90% dos casos, especialmente em mulheres sexualmente ativas.
A E. coli é um habitante normal do trato gastrointestinal e possui fatores de virulência, como fímbrias P, que permitem sua aderência ao epitélio urinário, facilitando a ascensão e colonização do trato urinário, levando à infecção.
Outros patógenos incluem Staphylococcus saprophyticus (em mulheres jovens), Klebsiella spp., Proteus mirabilis (associado a cálculos renais), Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa (mais comum em ITUs hospitalares ou complicadas, com instrumentação ou cateterismo).
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