UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Paciente do sexo feminino, 20 anos, chega ao consultório relatando que apresentou seis episódios de infecção urinária no último ano. Concomitante refere que apresentou dor suprapúbica, ardor ao urinar, frequência urinária aumentada e odor fétido na urina. Esses sintomas ocorreram em todos os episódios de infecção urinária. Sobre esse caso clínico, assinale a afirmativa correta.
ITU de repetição em mulheres: Escherichia coli é o principal agente etiológico.
A Escherichia coli é responsável pela vasta maioria das infecções do trato urinário, especialmente em mulheres, devido à sua capacidade de aderência ao epitélio urinário. A recorrência de ITU exige investigação e manejo adequados.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres, devido a fatores anatômicos que facilitam a ascensão de bactérias da região perineal. A ITU de repetição, definida como três ou mais episódios em 12 meses ou dois ou mais em 6 meses, afeta significativamente a qualidade de vida e exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica específica. A etiologia da ITU é predominantemente bacteriana, e a Escherichia coli é o patógeno mais frequentemente isolado, responsável por 80-90% dos casos de cistite não complicada. Outras bactérias gram-negativas como Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis, e gram-positivas como Staphylococcus saprophyticus também podem causar ITU. Os sintomas clássicos de cistite incluem disúria, polaciúria, urgência miccional e dor suprapúbica. Febre e calafrios geralmente indicam infecção do trato urinário superior (pielonefrite). O diagnóstico é clínico e laboratorial, com urocultura sendo o padrão-ouro para identificar o agente e guiar o tratamento. Em casos de ITU de repetição, é importante investigar fatores predisponentes como disfunções miccionais, cálculos urinários, anomalias anatômicas ou deficiência estrogênica em mulheres pós-menopausa. O tratamento envolve antibióticos e, em casos de repetição, pode incluir profilaxia antibiótica de baixa dose ou outras estratégias não farmacológicas.
A Escherichia coli é a principal bactéria causadora de infecções do trato urinário, sendo responsável por cerca de 80-90% dos casos de cistite não complicada em mulheres.
Os sintomas típicos incluem disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional, dor suprapúbica e, por vezes, urina turva ou com odor fétido.
O diagnóstico é feito com base nos sintomas clínicos e confirmado por exame de urina (uroanálise com sedimento) e urocultura com antibiograma, que identifica o agente etiológico e sua sensibilidade aos antibióticos.
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