SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Um idoso acamado é trazido à emergência pelo SAMU com agitação, desorientação e febre. O exame físico evidencia dor à palpação suprapúbica antes da instalação da sonda vesical de demora. Qual é a conduta inicial mais adequada para este paciente?
Idoso acamado + febre + agitação + dor suprapúbica → ITU provável, iniciar ATB empírico após urocultura.
Em idosos, especialmente acamados, infecções do trato urinário podem se manifestar atipicamente com delirium e agitação, sem sintomas urinários clássicos. A dor suprapúbica é um sinal importante. A conduta inicial envolve a coleta de culturas e o início precoce de antibioticoterapia empírica para evitar a progressão para sepse.
Infecções do trato urinário (ITU) são extremamente comuns em idosos, especialmente aqueles acamados ou institucionalizados, e representam uma causa frequente de morbimortalidade. A apresentação clínica em idosos é frequentemente atípica, o que dificulta o diagnóstico e atrasa o tratamento, manifestando-se com sintomas inespecíficos como delirium e agitação. O delirium agudo é uma manifestação comum de ITU em idosos, caracterizado por alteração da consciência e cognição. A dor suprapúbica, mesmo sem outros sintomas urinários clássicos, é um forte indicativo. O diagnóstico envolve a suspeita clínica, análise de urina (uroanálise) e urocultura, que deve ser coletada antes do início dos antibióticos para garantir a identificação do patógeno. A conduta inicial em idosos com suspeita de ITU e sinais sistêmicos (febre, agitação, delirium) deve ser agressiva, com coleta de culturas (incluindo hemoculturas se houver suspeita de sepse) e início imediato de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada posteriormente conforme o resultado da cultura. O manejo do delirium e o suporte geral também são cruciais para a recuperação do paciente.
Idosos podem apresentar delirium, agitação, queda do estado geral e febre, sem disúria ou polaciúria, tornando o diagnóstico mais desafiador.
A urocultura permite identificar o agente etiológico e seu perfil de sensibilidade, guiando a terapia antimicrobiana e evitando o desenvolvimento de resistência.
A investigação deve ser ampla, incluindo exames laboratoriais (hemograma, PCR, função renal), análise de urina e, se necessário, imagem, para identificar causas infecciosas, metabólicas ou neurológicas.
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