SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Qual a condição médica mais frequente na gravidez?
ITU é a condição médica mais frequente na gravidez, incluindo bacteriúria assintomática.
A infecção do trato urinário (ITU), incluindo a bacteriúria assintomática, é a condição médica mais comum na gravidez devido a alterações fisiológicas que favorecem a estase urinária e o refluxo vesicoureteral. O rastreamento e tratamento são cruciais para prevenir complicações como pielonefrite e parto prematuro.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas no corpo feminino que podem predispor a certas condições médicas. Entre elas, a infecção do trato urinário (ITU) é, de longe, a mais frequente. Estima-se que até 10% das gestantes desenvolvam bacteriúria assintomática, e uma parcela significativa pode evoluir para cistite ou pielonefrite se não tratada. As modificações incluem dilatação do sistema coletor renal, diminuição do tônus da musculatura lisa do ureter e bexiga, e estase urinária, criando um ambiente propício para a proliferação bacteriana. A importância clínica da ITU na gravidez reside no risco de complicações maternas e fetais. A pielonefrite gestacional, uma complicação grave da ITU, está associada a um aumento do risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, anemia materna, pré-eclâmpsia e sepse. Por essa razão, o rastreamento universal da bacteriúria assintomática por meio de urocultura no primeiro trimestre é uma prática essencial no pré-natal. O tratamento da bacteriúria assintomática e das ITUs sintomáticas na gravidez é fundamental para prevenir essas complicações. Antibióticos seguros para uso gestacional, como amoxicilina, cefalexina ou nitrofurantoína, são geralmente prescritos. A educação da paciente sobre higiene e hidratação também desempenha um papel importante na prevenção de recorrências.
As alterações fisiológicas da gravidez, como a dilatação dos ureteres e pelve renal (hidronefrose fisiológica), diminuição do tônus da bexiga e estase urinária, além da glicosúria, favorecem o crescimento bacteriano e aumentam o risco de ITU.
A bacteriúria assintomática é comum na gravidez e, se não tratada, pode evoluir para cistite sintomática ou pielonefrite em até 40% dos casos, aumentando o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna.
O rastreamento da bacteriúria assintomática é feito com urocultura no primeiro trimestre (idealmente entre 12-16 semanas). O tratamento é com antibióticos seguros na gravidez, como amoxicilina, cefalexina ou nitrofurantoína, por 7 a 10 dias.
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