Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
HMS, primigesta com 12 semanas de gestação, apresenta diagnóstico clínico e laboratorial de infecção urinária, cujo agente é sensível a vários antibióticos. Nessa situação, é correto afirmar:
ITU na gestação: fosfomicina e nitrofurantoína são opções seguras e eficazes.
A infecção do trato urinário (ITU) na gestação exige tratamento imediato para prevenir complicações maternas e fetais. A escolha do antibiótico deve considerar a segurança para o feto e a eficácia contra os patógenos comuns. Fosfomicina e nitrofurantoína são amplamente recomendadas, especialmente no segundo e terceiro trimestres, enquanto tetraciclinas, aminoglicosídeos e sulfonamidas (próximo ao termo) são contraindicados ou usados com cautela.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das complicações mais comuns na gestação, afetando até 10% das grávidas. A bacteriúria assintomática, se não tratada, pode evoluir para cistite e pielonefrite, aumentando significativamente os riscos de parto prematuro, baixo peso ao nascer, pré-eclâmpsia e sepse materna e neonatal. O rastreamento e tratamento precoces são, portanto, cruciais para a saúde materno-fetal. O diagnóstico de ITU na gestação é feito por urocultura, mesmo na ausência de sintomas. A escolha do antibiótico deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade do agente etiológico, mas, principalmente, pela segurança fetal. Antibióticos como fosfomicina e nitrofurantoína são considerados seguros e eficazes na maioria dos trimestres. Cefalexina e amoxicilina-clavulanato também são opções válidas. É fundamental evitar medicamentos com potencial teratogênico ou efeitos adversos no feto, como tetraciclinas (manchas dentárias, inibição do crescimento ósseo) e aminoglicosídeos (ototoxicidade). As sulfonamidas, embora geralmente seguras no segundo trimestre, devem ser evitadas no terceiro trimestre, especialmente próximo ao parto, devido ao risco de kernicterus no recém-nascido. O tratamento deve ser completo, mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, e a urocultura de controle é recomendada após o término da antibioticoterapia para confirmar a erradicação da infecção. A educação da paciente sobre higiene e hidratação também é importante para a prevenção de recorrências.
Uma infecção urinária não tratada na gestação pode levar a complicações graves como pielonefrite materna, trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas, baixo peso ao nascer e sepse neonatal, justificando o tratamento precoce.
No primeiro trimestre, amoxicilina, cefalexina e fosfomicina são geralmente consideradas seguras. A nitrofurantoína é preferencialmente evitada no primeiro trimestre devido a preocupações teóricas, mas pode ser usada se outras opções não forem viáveis.
As sulfonamidas são contraindicadas no final da gestação (próximo ao termo) devido ao risco de deslocar a bilirrubina da albumina, aumentando o risco de kernicterus no recém-nascido, especialmente em prematuros.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo