HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
No período neonatal, a infecção urinária ocorre por via hematogênica; após esse período, por via ascendente. A Escherichia coli é a bactéria mais frequente associada. Dentre as complicações perinatais associados à infecção do trato urinário (ITU) na gestante, temos, EXCETO:
Hidronefrose é uma alteração fisiológica da gestação, não complicação da ITU.
A hidronefrose é uma dilatação fisiológica do sistema coletor renal que ocorre em até 90% das gestações devido a efeitos hormonais e compressão uterina, e não é uma complicação direta da infecção do trato urinário (ITU). As ITUs na gestação, se não tratadas, podem levar a complicações sérias como trabalho de parto pré-termo, RPMO e RCIU.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das complicações mais comuns na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. A fisiopatologia da ITU varia com a idade, sendo hematogênica no período neonatal e ascendente após esse período, com a Escherichia coli como o agente etiológico mais frequente. Na gestação, alterações anatômicas e hormonais (como o relaxamento da musculatura lisa ureteral pela progesterona e a compressão uterina) favorecem a estase urinária e o risco de infecção. A ITU na gestante, se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar a uma série de complicações perinatais graves. Entre elas, destacam-se o trabalho de parto pré-termo, a ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO), a restrição do crescimento intrauterino (RCIU) e o baixo peso ao nascer. A pielonefrite aguda é a complicação mais grave para a mãe, podendo levar a sepse e insuficiência renal. É fundamental diferenciar as complicações reais da ITU de alterações fisiológicas da gestação. A hidronefrose, por exemplo, é uma dilatação fisiológica do sistema coletor renal que ocorre em até 90% das gestantes devido aos efeitos hormonais e compressão mecânica, e não é uma complicação direta da ITU. Portanto, a identificação e o tratamento precoce da ITU, incluindo a bacteriúria assintomática, são essenciais para prevenir desfechos adversos maternos e fetais.
A ITU não tratada na gestação pode levar a sérias complicações como trabalho de parto pré-termo, ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO), restrição do crescimento intrauterino (RCIU), baixo peso ao nascer e, em casos mais graves, pielonefrite materna.
A hidronefrose na gestação é fisiológica e ocorre devido à ação da progesterona, que relaxa a musculatura lisa do ureter, e à compressão mecânica dos ureteres pelo útero gravídico. Isso leva a uma dilatação do sistema coletor renal, sem necessariamente indicar infecção.
O rastreamento e tratamento da bacteriúria assintomática são cruciais na gestação porque, se não tratada, ela pode evoluir para cistite e pielonefrite, aumentando significativamente o risco de complicações maternas e perinatais.
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