ENARE/ENAMED — Prova 2021
Gestante de 17 semanas, queixa-se de sintomas urinários durante um atendimento do pré-natal. O diagnóstico realizado foi de uma infecção do trato urinário (ITU) não complicada. Sobre as ITU na gestação, é correto afirmar que
Nitrofurantoína deve ser evitada no 3º trimestre da gestação devido ao risco de hemólise fetal em deficiência de G6PD.
A nitrofurantoína é um antibiótico eficaz para ITU na gestação, mas seu uso é contraindicado no terceiro trimestre (após 36 semanas) e no parto devido ao risco de anemia hemolítica neonatal, especialmente em recém-nascidos com deficiência de G6PD.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das complicações mais comuns na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. A gravidez predispõe à ITU devido a alterações anatômicas e fisiológicas, como dilatação do trato urinário, estase urinária e glicosúria. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações maternas (pielonefrite, sepse) e fetais (parto prematuro, baixo peso ao nascer). O diagnóstico de ITU sintomática é clínico, com sintomas como disúria, polaciúria e urgência. A urocultura é sempre recomendada para confirmar o diagnóstico e guiar a escolha do antibiótico, mas o tratamento empírico deve ser iniciado prontamente em casos sintomáticos. A conduta expectante não é apropriada para ITU sintomática na gestação. Quinolonas são contraindicadas na gravidez devido a potenciais efeitos adversos na cartilagem fetal. A escolha do antibiótico deve considerar a segurança fetal e a eficácia contra os patógenos comuns (principalmente E. coli). Amoxicilina, cefalexina e fosfomicina são opções seguras. A nitrofurantoína é eficaz, mas deve ser evitada no terceiro trimestre (após 36 semanas) e no parto devido ao risco de anemia hemolítica neonatal em fetos com deficiência de G6PD. A internação com medicação endovenosa é reservada para casos de pielonefrite ou ITU complicada.
Os antibióticos de primeira linha incluem amoxicilina, cefalexina e nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre). Fosfomicina também é uma opção de dose única.
A nitrofurantoína é contraindicada no final da gestação (após 36 semanas) e no parto devido ao risco de anemia hemolítica neonatal, especialmente em fetos com deficiência de G6PD.
Sim, a bacteriúria assintomática deve ser tratada na gestação para prevenir a progressão para cistite ou pielonefrite, que podem levar a complicações maternas e fetais.
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