HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A ultrassonografia é o exame de imagem inicial recomendado para avaliar possíveis complicações, como abscessos ou dilatação do trato urinário.
As infecções do trato urinário (ITU) são comuns, e a pielonefrite aguda representa uma infecção do parênquima renal e do sistema coletor. Embora a maioria das ITUs não complicadas não exija exames de imagem, a investigação por imagem é crucial em casos de pielonefrite grave, ITU complicada (em pacientes com comorbidades, imunossupressão, anomalias anatômicas) ou quando há falha terapêutica. A ultrassonografia (USG) renal é frequentemente o primeiro exame de imagem realizado devido à sua disponibilidade, baixo custo e ausência de radiação. Ela é eficaz para detectar hidronefrose, cálculos obstrutivos e anomalias anatômicas grosseiras. No entanto, a USG possui limitações na detecção de abscessos pequenos, áreas de necrose parenquimatosa ou outras complicações mais sutis da pielonefrite. Para uma avaliação mais detalhada e precisa de possíveis complicações como abscessos renais ou perirrenais, pielonefrite enfisematosa ou necrose papilar, a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha. A TC oferece maior sensibilidade e especificidade, permitindo uma melhor caracterização das lesões parenquimatosas e a identificação de obstruções. Portanto, a afirmação de que a ultrassonografia é o exame inicial *recomendado* para avaliar *possíveis complicações* de forma abrangente é incorreta, sendo a TC superior para esse fim.
A ultrassonografia é útil para avaliar a presença de hidronefrose, cálculos renais, anomalias anatômicas grosseiras e pode detectar abscessos maiores, sendo um bom exame de triagem inicial em alguns contextos.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o padrão ouro, pois oferece alta sensibilidade e especificidade para detectar abscessos renais ou perirrenais, necrose papilar e obstruções.
As principais complicações incluem abscesso renal ou perirrenal, pielonefrite enfisematosa, necrose papilar, obstrução do trato urinário (por cálculo ou estenose) e infecção em rim transplantado.
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