ITU em Sonda Vesical: Diagnóstico e Coleta de Urocultura

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Dentre as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), a infecção do trato urinário (ITU) relacionada ao procedimento de sondagem vesical de demora (SVD) tem relevância nos pacientes de atenção domiciliar. Na ITU relacionada a SVD

Alternativas

  1. A) o tratamento é iniciado a partir da identificação de piúria ou mesmo bacteriúria como sinais suficientemente preditores da infecção.
  2. B) o procedimento da coleta de urocultura será realizado, preferencialmente, após a retirada da sonda em uso, sendo coletada urina de jato médio.
  3. C) o principal microrganismo causador é distinto do mais comumente relacionado a infecções urinárias, Escherichia coli.
  4. D) a profilaxia com antimicrobianos sistêmicos tem boa eficácia no paciente com sonda.

Pérola Clínica

ITU em SVD: coletar urocultura preferencialmente após retirada da sonda (jato médio) ou de sonda recém-trocada.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Infecção do Trato Urinário (ITU) em pacientes com sonda vesical de demora (SVD) é desafiador, pois a bacteriúria e piúria são comuns e nem sempre indicam infecção. A coleta de urocultura deve ser realizada de forma asséptica e preferencialmente após a retirada da sonda ou de uma sonda recém-trocada, para evitar contaminação e obter um resultado mais fidedigno.

Contexto Educacional

As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) representam um desafio significativo, e a Infecção do Trato Urinário (ITU) associada à sondagem vesical de demora (SVD) é uma das mais frequentes, especialmente em pacientes em atenção domiciliar. A presença de uma sonda vesical aumenta drasticamente o risco de colonização bacteriana do trato urinário, levando a bacteriúria e piúria em quase todos os pacientes com SVD de longa duração. O diagnóstico de ITU em pacientes sondados é complexo, pois a bacteriúria assintomática é comum e não requer tratamento. A ITU sintomática em SVD é definida pela presença de sintomas como febre, calafrios, dor suprapúbica ou no flanco, ou alteração do estado mental em idosos, juntamente com uma urocultura positiva. A coleta adequada da urocultura é crucial para evitar resultados falso-positivos por contaminação. A urina deve ser coletada de forma estéril, idealmente após a remoção da sonda e coleta de jato médio, ou de uma sonda recém-trocada, ou por punção do lúmen do cateter (nunca da bolsa coletora). A profilaxia com antimicrobianos sistêmicos não é recomendada para prevenir ITU em pacientes com SVD, pois contribui para a resistência bacteriana. A prevenção foca em técnicas assépticas na inserção, manutenção adequada da sonda, sistema de drenagem fechado e remoção precoce da sonda quando não mais necessária. O tratamento da ITU sintomática deve ser guiado por cultura e antibiograma, sempre que possível.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar ITU em pacientes com sonda vesical de demora (SVD)?

O diagnóstico de ITU em pacientes com SVD requer a presença de sintomas clínicos de infecção do trato urinário (como febre, dor suprapúbica, sensibilidade no flanco, alteração do estado mental em idosos) associados a uma urocultura positiva com contagem significativa de colônias.

Como deve ser realizada a coleta de urocultura em um paciente com SVD?

A coleta de urocultura deve ser feita de forma asséptica, preferencialmente após a retirada da sonda em uso, coletando urina de jato médio. Se a sonda não puder ser removida, a coleta pode ser feita por punção do cateter (nunca da bolsa coletora) ou de uma sonda recém-trocada.

A bacteriúria ou piúria em pacientes com SVD sempre indica infecção?

Não. A bacteriúria e a piúria são achados muito comuns em pacientes com SVD de longa duração e frequentemente representam colonização assintomática, não uma infecção. O tratamento antibiótico só é indicado na presença de sintomas clínicos de ITU.

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