UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta em relação à infecção do trato urinário associada a cateteres vesicais.
Cateterização intermitente ↓ risco de ITU-AC comparada ao cateter de demora.
A cateterização intermitente é preferível à cateterização de demora sempre que possível, pois está associada a menores taxas de bacteriúria e infecção do trato urinário. A duração da cateterização é o fator de risco mais importante para ITU-AC.
A infecção do trato urinário associada a cateteres vesicais (ITU-AC) é uma das infecções relacionadas à assistência à saúde mais comuns, representando um problema significativo em hospitais e instituições de longa permanência. A patogênese envolve a formação de biofilme na superfície do cateter, que serve como nicho para proliferação bacteriana e proteção contra antibióticos e defesas do hospedeiro. A duração da cateterização é o fator de risco mais importante, com o risco de bacteriúria aumentando em 5-10% por dia de cateterização, mesmo com técnicas estéreis. Fatores como sexo feminino e idade avançada (>60 anos) também aumentam o risco. A bacteriúria assintomática é comum em pacientes cateterizados e, na maioria das vezes, não requer tratamento. Sinais como urina com odor forte ou alteração da cor são achados frequentes e não são indicadores confiáveis de ITU-AC, que exige a presença de sintomas clínicos (febre, dor suprapúbica, sensibilidade no ângulo costovertebral) e urocultura positiva para diagnóstico. A prevenção da ITU-AC é fundamental e envolve a inserção do cateter apenas quando estritamente necessário, remoção precoce, uso de técnica asséptica na inserção, manutenção de sistema de drenagem fechado e higiene perineal adequada. A cateterização intermitente, quando clinicamente viável, está associada a taxas significativamente menores de bacteriúria e ITU em comparação com a cateterização de demora, sendo a modalidade preferencial para pacientes que necessitam de esvaziamento vesical a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem a duração da cateterização (o mais importante), sexo feminino, idade avançada (>60 anos), diabetes mellitus, imunossupressão, doença renal crônica e má técnica de inserção ou manutenção do cateter.
A cateterização intermitente está associada a menores taxas de bacteriúria e infecção do trato urinário porque o cateter é removido após cada esvaziamento da bexiga, diminuindo o tempo de permanência e, consequentemente, o risco de colonização e infecção.
O diagnóstico de ITU-AC requer a presença de sintomas de infecção do trato urinário (febre, dor suprapúbica, disúria, urgência, frequência) em um paciente com cateter vesical ou que teve um cateter nas últimas 48 horas, juntamente com uma urocultura positiva (≥ 10^3 UFC/mL de um ou mais microrganismos).
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