Infecção de Tela em Herniorrafia Inguinal: Diagnóstico

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

As infecções após herniorrafias inguinais e femorais eletivas se situam entre 3 e 5%. O uso de telas aumenta discretamente o risco de infecção, que pode ser maior se o defeito for grande e requerer tela maior, ou se existirem comorbidades associadas. Com relação à infecção da tela após cirurgia de hérnia inguinal, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A infecção da tela é considerada uma infecção superficial e pode manifestar-se em poucas semanas após a cirurgia ou em períodos maiores, de meses ou anos.
  2. B) A infecção da tela é maior na cirurgia aberta se comparada com a modalidade laparoscópica.
  3. C) A infecção da tela é considerada uma infecção profunda e pode manifestar-se em poucas semanas após a cirurgia ou em períodos maiores, de meses ou anos.
  4. D) Para o paciente com infecção da tela, a punção percutânea ou a drenagem aberta são indicadas, dependendo da extensão e da localização. As bactérias mais frequentes são Staphylococcus aureus, bacilos gram negativos e anaeróbios. Fungos ou microbactérias são muito comuns nessa situação.
  5. E) A infecção da tela é maior na cirurgia videolaparoscópica se comparada com a modalidade convencional.

Pérola Clínica

Infecção de tela = infecção profunda; manifesta-se de semanas a anos após a cirurgia.

Resumo-Chave

A infecção da tela é classificada como profunda e pode ocorrer tardiamente devido à formação de biofilme bacteriano, exigindo frequentemente a remoção do material protético.

Contexto Educacional

A infecção de tela após herniorrafias eletivas é uma complicação séria com incidência entre 3-5%. O uso de próteses de polipropileno, embora padrão-ouro para reduzir recidivas, introduz um corpo estranho que pode servir de nicho para colonização bacteriana e formação de biofilme. Fatores de risco incluem comorbidades como diabetes, tabagismo e o tamanho do defeito herniário, que demanda telas maiores. Clinicamente, a infecção profunda pode se apresentar como dor persistente, abaulamento inflamatório ou fístulas cutâneas crônicas. O tratamento muitas vezes requer a exploração cirúrgica e a remoção da tela, uma vez que a erradicação bacteriana do biofilme apenas com antibioticoterapia é raramente eficaz. A técnica laparoscópica tem demonstrado menores taxas de infecção de sítio cirúrgico em comparação à via aberta.

Perguntas Frequentes

Como é classificada a infecção de tela na cirurgia de hérnia?

A infecção da tela é considerada uma infecção de sítio cirúrgico profunda, pois envolve o espaço onde a prótese foi implantada, abaixo da aponeurose, diferindo das infecções superficiais que atingem apenas pele e tecido subcutâneo.

Qual o período de manifestação clínica da infecção de tela?

Ela possui um comportamento bimodal ou crônico, podendo manifestar-se precocemente em poucas semanas ou de forma tardia, após meses ou até anos do procedimento original, muitas vezes devido à indolência de certos patógenos.

Quais os patógenos mais comuns na infecção de tela?

O Staphylococcus aureus é o agente mais frequente. No entanto, bacilos gram-negativos e anaeróbios também podem estar envolvidos, especialmente em casos complexos ou recidivantes.

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