Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Mulher no pós-parto apresenta febre e dor no local da episiotomia. Qual é a principal suspeita?
Febre e dor local pós-episiotomia → suspeitar de infecção do sítio cirúrgico puerperal.
A infecção do sítio cirúrgico após episiotomia é uma complicação comum no pós-parto, manifestando-se com febre e dor local. A avaliação clínica é crucial para diferenciar de outras causas de dor e febre puerperal, como hematoma ou trombose, que podem ter apresentações semelhantes mas exigem manejos distintos.
A infecção do sítio cirúrgico pós-episiotomia é uma complicação puerperal que, embora não seja a mais comum, exige atenção devido ao potencial de morbidade. A episiotomia, um procedimento que visa ampliar o canal de parto, cria uma ferida cirúrgica que pode ser colonizada por bactérias da flora vaginal ou intestinal, especialmente em um ambiente úmido e com potencial de contaminação fecal. A incidência varia, mas fatores como técnica cirúrgica inadequada, higiene precária e condições imunológicas da paciente podem aumentar o risco. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se na tríade clínica de febre, dor intensa e sinais inflamatórios locais (eritema, calor, edema, secreção purulenta). A diferenciação com outras causas de dor puerperal, como hematomas ou deiscência asséptica, é crucial. A avaliação deve incluir a inspeção da ferida, palpação e, se necessário, exames laboratoriais para avaliar marcadores inflamatórios. A suspeita deve ser alta em pacientes com febre persistente após 24-48 horas do parto, especialmente se associada a dor localizada. O tratamento geralmente envolve medidas locais, como drenagem de abscessos, desbridamento de tecidos necróticos e antibioticoterapia. A escolha do antibiótico deve cobrir bactérias gram-positivas, gram-negativas e anaeróbios, considerando a flora polimicrobiana da região. Em casos graves, pode ser necessária internação e antibioticoterapia intravenosa. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a complicações como fasceíte necrosante, embora raras, e impactar a qualidade de vida da puérpera.
Os principais sinais incluem febre, dor intensa e progressiva no local da episiotomia, inchaço, vermelhidão (eritema), calor local e, em alguns casos, secreção purulenta. Pode haver também deiscência da sutura.
A febre é um indicativo mais forte de infecção. Hematomas geralmente causam dor intensa e inchaço, mas sem febre significativa, a menos que haja infecção secundária. A palpação pode revelar uma massa firme no caso de hematoma.
A conduta inicial envolve avaliação clínica detalhada, incluindo inspeção do local. Se houver sinais de infecção, deve-se considerar a abertura da ferida para drenagem, desbridamento de tecidos necróticos e antibioticoterapia empírica, ajustada conforme cultura e antibiograma.
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