FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo masculino, 72 anos de idade, hipertenso e diabético, com histórico de prostatectomia radical por adenocarcinoma de próstata ha 1 ano, foi submetido à hernioplastia com tela para correção de hérnia incisional infraumbilical. No 7 dia pós operatório, retorna ao serviço com dor na ferida operatória, rubor, calor local e drenagem espontânea de secreção purulenta. Está afebril, com sinais vitais estáveis e sem queixas urinárias ou digestivas. Ao exame físico, observa se induração subcutânea, sinais flogísticos e deiscência parcial da ferida cirúrgica. Com relação ao quadro clinico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA para esse caso.
Infecção de sítio cirúrgico com deiscência e drenagem purulenta → Abertura parcial da ferida para drenagem = Essencial para controle local.
Infecções de sítio cirúrgico com sinais de coleção e deiscência parcial exigem abertura da ferida para drenagem e desbridamento; a antibioticoterapia é considerada, mas a drenagem é a medida mais importante para controle da infecção local.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma complicação comum e grave, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes e hipertensão, e após cirurgias com implante de próteses (telas). O diagnóstico é clínico, baseado em sinais flogísticos, dor e, frequentemente, drenagem de secreção purulenta. A deiscência parcial da ferida é um sinal de que a infecção pode estar comprometendo a cicatrização. O manejo inicial de uma ISC com coleção ou drenagem purulenta é a abertura da ferida para permitir a drenagem adequada do conteúdo infectado e o desbridamento de tecidos desvitalizados. Esta medida é crucial para o controle local da infecção e para a cicatrização por segunda intenção. A antibioticoterapia deve ser considerada, preferencialmente após a coleta de material para cultura e antibiograma, e é indicada em casos de celulite extensa, sinais sistêmicos de infecção ou quando a drenagem local não é suficiente. A remoção da tela é uma medida mais radical, reservada para infecções graves e refratárias ao tratamento conservador.
A conduta inicial é a abertura parcial da ferida para permitir a drenagem do conteúdo purulento e o desbridamento de tecidos desvitalizados.
Não necessariamente; a remoção da tela é considerada em casos graves, infecções refratárias ao tratamento conservador ou quando há comprometimento extenso da tela, mas a drenagem local é a primeira abordagem.
A antibioticoterapia é indicada se houver sinais sistêmicos de infecção (febre, leucocitose), celulite extensa, ou se a drenagem local não for suficiente, preferencialmente após coleta de cultura.
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