CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Primipara, 24 horas após parto cesariano, apresentou temperatura axilar de 39 com hipertermia importante na incisão cirúrgica. Qual o agente etiológico mais provável?
Febre puerperal precoce (<48h) + hipertermia incisão → S. pyogenes (GAB) ou S. agalactiae (GBB).
Infecções de sítio cirúrgico pós-cesariana que se manifestam precocemente (nas primeiras 24-48 horas) com febre alta e sinais inflamatórios intensos na incisão devem levantar suspeita para Streptococcus beta hemolítico, especialmente o Grupo A (S. pyogenes), devido à sua rápida progressão e potencial gravidade. Outros agentes como Staphylococcus aureus são mais comuns em infecções tardias.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) pós-cesariana é uma complicação comum, com incidência variando de 3% a 15%. É uma das principais causas de morbidade puerperal, sendo crucial para residentes reconhecer os fatores de risco e a etiologia. A febre puerperal é definida como temperatura oral de 38°C ou mais em duas ou mais ocasiões, após as primeiras 24 horas pós-parto e nas primeiras 10 dias. A fisiopatologia envolve a contaminação da ferida cirúrgica por microrganismos da flora vaginal, cutânea ou hospitalar. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de infecção local (eritema, dor, calor, edema, secreção purulenta) e sistêmicos (febre, taquicardia). A suspeita deve ser alta em pacientes com febre persistente ou piora do quadro clínico. O tratamento inclui desbridamento cirúrgico, se necessário, e antibioticoterapia. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir os patógenos mais prováveis, como Staphylococcus aureus, Streptococcus spp. e bacilos Gram-negativos. A prevenção é fundamental, com técnicas assépticas rigorosas, profilaxia antibiótica pré-operatória e controle glicêmico.
Os agentes mais comuns incluem Staphylococcus aureus, Streptococcus spp. (especialmente Grupo A e B), Escherichia coli e outros bacilos Gram-negativos. A apresentação clínica e o tempo de início podem sugerir o patógeno.
Infecções precoces, nas primeiras 24-48 horas, com febre alta e sinais inflamatórios intensos, frequentemente sugerem Streptococcus spp. Infecções tardias, após 48-72 horas, são mais comumente causadas por Staphylococcus aureus ou bacilos Gram-negativos.
A conduta inicial envolve avaliação clínica, coleta de culturas (secreção da ferida, hemocultura), e início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo Gram-positivos e Gram-negativos, ajustando após resultados das culturas.
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