Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
As Infecções em Sítio Cirúrgico (ISC) são as maiores fontes de morbidade e mortalidade entre os pacientes submetidos a cirurgias.Os agentes mais frequentes de ISC são:
ISC: Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase negativa são os agentes bacterianos mais comuns.
Os Staphylococcus, tanto o Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) quanto os Staphylococcus coagulase negativa (como S. epidermidis), são os agentes mais frequentemente isolados em infecções de sítio cirúrgico. Isso se deve à sua presença comum na pele e mucosas dos pacientes e da equipe cirúrgica, e à sua capacidade de formar biofilmes em materiais protéticos.
As Infecções em Sítio Cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da assistência à saúde, impactando significativamente a morbidade, mortalidade e os custos hospitalares. A compreensão dos agentes etiológicos é crucial para a prevenção e o tratamento eficazes. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação do sítio cirúrgico por microrganismos, que podem ser endógenos (da própria microbiota do paciente) ou exógenos (do ambiente hospitalar ou da equipe cirúrgica). Os Staphylococcus, particularmente Staphylococcus aureus (incluindo cepas resistentes à meticilina - MRSA) e os Staphylococcus coagulase negativa (como Staphylococcus epidermidis), são consistentemente os patógenos mais frequentemente isolados em ISC. Esses microrganismos são habitantes comuns da pele e mucosas, e sua capacidade de aderir a superfícies e formar biofilmes contribui para sua prevalência em infecções associadas a implantes. A prevenção de ISC envolve uma abordagem multifacetada, incluindo profilaxia antibiótica adequada, técnicas cirúrgicas assépticas rigorosas, controle glicêmico e normotermia. O tratamento geralmente requer drenagem da infecção e antibioticoterapia direcionada, com base na cultura e sensibilidade do agente isolado.
Fatores de risco incluem a contaminação do sítio cirúrgico, tempo cirúrgico prolongado, má técnica asséptica, comorbidades do paciente (diabetes, obesidade), imunossupressão e uso de materiais protéticos.
A profilaxia antibiótica visa reduzir a carga bacteriana no sítio cirúrgico no momento da incisão, utilizando antibióticos com espectro de ação contra os patógenos mais prováveis, como os Staphylococcus, administrados no tempo correto.
Em cirurgias que envolvem a manipulação do trato gastrointestinal, geniturinário ou em pacientes com alto risco de infecção por bactérias multirresistentes, agentes Gram-negativos como E. coli e Pseudomonas aeruginosa podem ser mais prevalentes.
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