PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
São fatores de risco para infecção pós-operatória, exceto:
Profilaxia antibiótica ADEQUADA ↓ risco de infecção pós-operatória, não é fator de risco.
A profilaxia antibiótica, quando administrada corretamente e no tempo certo, é uma medida preventiva comprovada para reduzir o risco de infecção pós-operatória, agindo como um fator protetor e não como um fator de risco.
A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações pós-operatórias mais comuns e representa um desafio significativo na prática cirúrgica, impactando a morbidade, mortalidade e custos de saúde. Para o residente, é fundamental compreender os múltiplos fatores que contribuem para o risco de ISC, a fim de implementar estratégias preventivas eficazes. Diversos fatores aumentam a probabilidade de ISC, incluindo aqueles relacionados ao paciente (comorbidades, estado nutricional), ao procedimento (duração, tipo de cirurgia, presença de drenos, emergência) e ao ambiente hospitalar (hospitalização pré-operatória prolongada). A hipotermia intraoperatória, por exemplo, compromete a resposta imune e a cicatrização, elevando o risco. Em contraste, a profilaxia antibiótica é uma intervenção comprovadamente eficaz para reduzir o risco de ISC em cirurgias limpas-contaminadas e contaminadas, ou em cirurgias limpas com implante de prótese. Sua administração deve ser otimizada em relação ao tipo de antibiótico, dose e, crucialmente, ao tempo de administração (geralmente 30-60 minutos antes da incisão). Portanto, a profilaxia antibiótica adequada é um fator protetor, e não um fator de risco, sendo um pilar na prevenção de infecções pós-operatórias.
Fatores de risco incluem a presença de drenos, cirurgias de emergência, hospitalização pré-operatória prolongada, hipotermia intraoperatória, tempo cirúrgico prolongado e comorbidades do paciente.
A profilaxia antibiótica visa manter uma concentração adequada de antibiótico nos tecidos durante o período de maior risco de contaminação bacteriana, geralmente durante a incisão e o fechamento da ferida.
A hipotermia intraoperatória compromete a função imunológica, diminui a perfusão tecidual e prejudica a cicatrização, aumentando a suscetibilidade a infecções.
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