UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
As infecções de ferida operatória continuam sendo um problema significativo para os cirurgiões dos tempos atuais. Sobre o tema, é correto afirmar que
Infecção de ferida operatória → tratamento comum com cicatrização por segunda intenção.
A cicatrização por segunda intenção é frequentemente empregada em feridas infectadas, permitindo a drenagem e a formação de tecido de granulação antes do fechamento, minimizando o risco de abscesso e disseminação da infecção.
As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A compreensão de sua classificação e manejo é fundamental para residentes. As ISCs são categorizadas em superficiais (pele e tecido subcutâneo), profundas (fáscia e músculo) e de órgão/espaço, cada uma com implicações diagnósticas e terapêuticas distintas. O diagnóstico das ISCs baseia-se em sinais clínicos como eritema, dor, calor, edema, secreção purulenta e febre. A profilaxia antibiótica é crucial, mas não universal, sendo indicada conforme o tipo de cirurgia e o risco do paciente. A escolha do antibiótico e o tempo de administração são fatores determinantes para sua eficácia. O tratamento da maioria das ISCs envolve a abertura da ferida, desbridamento de tecidos necróticos e, frequentemente, a cicatrização por segunda intenção. Esta abordagem permite a drenagem da infecção e a formação de tecido de granulação, promovendo um fechamento seguro e reduzindo o risco de recorrência. A antibioticoterapia sistêmica é reservada para casos mais graves ou com sinais de infecção sistêmica.
As infecções de sítio cirúrgico são classificadas em superficiais (pele e subcutâneo), profundas (fáscia e músculo) e de órgão/espaço (qualquer parte da anatomia manipulada durante a cirurgia).
A cicatrização por segunda intenção é indicada quando há infecção, deiscência ou grande perda de tecido, permitindo que a ferida se feche por contração e epitelização após a limpeza e formação de tecido de granulação.
Não, a profilaxia antibiótica é recomendada em cirurgias contaminadas, potencialmente contaminadas e em algumas cirurgias limpas com implante ou alto risco, mas não é universalmente mandatória para todas as cirurgias limpas.
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