HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2015
Aumentam os riscos da infecção do sítio cirúrgico, EXCETO:
Drenos cirúrgicos em sistema fechado e por contra abertura ↓ risco de ISC, ao contrário de fatores como corticoides, idade avançada e obesidade.
O uso de drenos cirúrgicos, quando necessário, deve seguir princípios que minimizem o risco de infecção. Posicioná-los por contra abertura e mantê-los em sistema fechado reduz a chance de contaminação retrógrada, sendo uma prática que DIMINUI o risco de infecção do sítio cirúrgico, ao contrário das outras opções que são fatores de risco conhecidos.
A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando negativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. É definida como uma infecção que ocorre na incisão ou em órgãos/espaços manipulados durante a cirurgia, dentro de 30 dias após o procedimento (ou 1 ano se houver implante). Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento de ISC, divididos em relacionados ao paciente (intrínsecos) e relacionados ao procedimento (extrínsecos). Fatores intrínsecos como idade avançada, obesidade, diabetes mellitus, desnutrição e uso crônico de imunossupressores (como corticoides) comprometem a resposta imune e a cicatrização, aumentando a suscetibilidade à infecção. A prevenção da ISC é multifacetada e envolve medidas pré, intra e pós-operatórias. Quanto aos drenos cirúrgicos, embora sejam corpos estranhos e possam, em teoria, servir como porta de entrada para bactérias, a técnica correta de sua utilização é crucial. Drenos posicionados por contra abertura (fora da incisão principal) e mantidos em sistema fechado (sem contato com o ambiente externo) são práticas que visam minimizar o risco de contaminação retrógrada e, portanto, diminuem a chance de ISC, não a aumentam. O uso de drenos deve ser sempre criterioso e pelo menor tempo possível.
Fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, diabetes mellitus, desnutrição, uso crônico de corticoides, imunossupressão, tempo cirúrgico prolongado, técnica cirúrgica inadequada e contaminação intraoperatória.
A obesidade aumenta o risco devido à maior dificuldade de cicatrização em tecido adiposo, menor vascularização e maior área de superfície. Corticoides crônicos causam imunossupressão e prejudicam a resposta inflamatória e cicatricial.
Drenos devem ser usados apenas quando estritamente necessários. Quando usados, devem ser inseridos por contra abertura (evitando a incisão principal) e mantidos em sistema fechado para evitar a entrada de bactérias e reduzir o risco de infecção retrógrada.
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