Prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico: Estratégias Eficazes

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021

Enunciado

A infecção do sítio cirúrgico pode contribuir para importante morbiletalidade e custos hospitalares elevados. No que tange à prevenção e controle da infecção de sítio cirúrgico, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Há uma forte recomendação favorável à irrigação da cavidade peritoneal e da ferida operatória com uma solução contendo antibióticos em cirurgias limpas e contaminadas, pois essa conduta é capaz de reduzir o risco de infecção de sítio cirúrgico.
  2. B) A administração com finalidade profilática da primeira dose endovenosa da cefazolina deve ser realizada 4 horas antes da incisão da pele e mantida durante 24 horas, pois é importante que seu nível tecidual seja adequadamente elevado para minimizar o risco de infecção de sítio cirúrgico.
  3. C) O emprego de dispositivos de aquecimento ativo do paciente durante a realização do procedimento cirúrgico é útil para manter a normotermia e redução das taxas de infecção de sítio cirúrgico.
  4. D) O emprego de fios de sutura multifilamentares impregnados com antimicrobianos (ex. poliglactina com triclosan é ineficaz para redução da prevalência de infecção de sítio cirúrgico em comparação aos fios sem revestimento antimicrobiano em cirurgias abdominais.

Contexto Educacional

A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma complicação comum e grave, associada a morbimortalidade significativa e aumento dos custos hospitalares. Sua prevenção é multifacetada, envolvendo uma série de medidas perioperatórias baseadas em evidências. A compreensão dessas estratégias é fundamental para todos os profissionais de saúde envolvidos em procedimentos cirúrgicos. As estratégias de prevenção incluem a otimização do paciente pré-operatoriamente (controle glicêmico, cessação do tabagismo), a preparação adequada da pele, a profilaxia antibiótica no tempo correto (30-60 minutos antes da incisão), e a manutenção da normotermia intraoperatória. A hipotermia perioperatória, por exemplo, pode comprometer a resposta imune e a cicatrização. Outras medidas importantes são o controle rigoroso da glicemia, a oxigenação adequada, o uso de fios de sutura antimicrobianos em algumas situações e a técnica cirúrgica asséptica. A irrigação da ferida com antibióticos não é universalmente recomendada e a manutenção da profilaxia antibiótica por mais de 24 horas pós-operatório geralmente não traz benefício adicional e pode aumentar a resistência. Residentes devem dominar essas diretrizes para garantir a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da normotermia na prevenção de infecção cirúrgica?

A manutenção da normotermia (temperatura corporal normal) durante a cirurgia é crucial porque a hipotermia pode prejudicar a função imunológica, causar vasoconstrição periférica e reduzir a oxigenação dos tecidos, aumentando o risco de infecção do sítio cirúrgico.

Quando deve ser administrada a profilaxia antibiótica cirúrgica?

A primeira dose da profilaxia antibiótica deve ser administrada por via intravenosa 30 a 60 minutos antes da incisão da pele. Isso garante que o antibiótico atinja concentrações teciduais adequadas no momento da incisão, maximizando sua eficácia.

Fios de sutura antimicrobianos são eficazes na prevenção de ISC?

Sim, fios de sutura multifilamentares impregnados com antimicrobianos, como poliglactina com triclosan, demonstraram ser eficazes na redução da prevalência de infecção de sítio cirúrgico em comparação com fios sem revestimento antimicrobiano em diversas cirurgias, incluindo as abdominais.

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