Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 60 anos, passou por colectomia direita por neoplasia. No período pós-operatório imediato, evolui com febre alta (39℃), taquicardia, leucocitose e dor localizada na ferida operatória, que apresenta sinais de hiperemia e flutuação. Após drenagem cirúrgica de abscesso de parede, foi coletado material para cultura. Sobre infecções de sítio cirúrgico e antibioticoterapia empírica inicial, assinale a correta:
Abscesso pós-colectomia: ATB empírica de amplo espectro cobrindo flora intestinal (Gram-negativos e anaeróbios) é essencial até cultura.
Infecções de sítio cirúrgico após colectomia, como abscessos de parede, são frequentemente polimicrobianas, envolvendo a flora intestinal (Gram-negativos e anaeróbios). A drenagem cirúrgica é fundamental, mas a antibioticoterapia empírica de amplo espectro é necessária, especialmente na presença de sinais sistêmicos de infecção, até que os resultados da cultura guiem um tratamento mais específico.
As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgias, especialmente aquelas que envolvem o trato gastrointestinal, como a colectomia. A flora bacteriana do cólon é rica e diversificada, incluindo uma grande quantidade de bactérias Gram-negativas e anaeróbias, o que torna as infecções pós-operatórias nessa região frequentemente polimicrobianas e desafiadoras de tratar. O reconhecimento precoce dos sinais de ISC, como febre, dor localizada, hiperemia e flutuação na ferida operatória, é crucial para um manejo eficaz. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação do sítio cirúrgico por microrganismos durante ou após o procedimento. No caso de um abscesso de parede, a formação de uma coleção purulenta requer drenagem cirúrgica para remover o foco da infecção. No entanto, a drenagem isolada pode não ser suficiente para controlar a infecção, especialmente se houver sinais de resposta inflamatória sistêmica, como febre alta e leucocitose. Nesses cenários, a antibioticoterapia empírica de amplo espectro é fundamental. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis da flora intestinal, incluindo Gram-negativos e anaeróbios. A profilaxia antibiótica pré-operatória é uma medida comprovadamente eficaz para reduzir a incidência de ISC em cirurgias colorretais, mas não elimina completamente o risco. Residentes devem dominar o diagnóstico e o manejo dessas infecções para garantir a segurança e a recuperação dos pacientes.
As infecções de sítio cirúrgico após cirurgia colorretal são tipicamente polimicrobianas, refletindo a flora intestinal. Os principais patógenos incluem bactérias Gram-negativas entéricas (como Escherichia coli, Klebsiella spp.) e anaeróbios (como Bacteroides fragilis).
A antibioticoterapia empírica é indicada quando há sinais sistêmicos de infecção (febre, taquicardia, leucocitose) associados ao abscesso, mesmo após a drenagem. A cobertura deve ser de amplo espectro, visando os patógenos mais prováveis da flora intestinal, até que a cultura e o antibiograma guiem um tratamento mais direcionado.
A profilaxia antibiótica é de suma importância em cirurgias colorretais, pois reduz significativamente a incidência de infecções de sítio cirúrgico. Ela visa diminuir a carga bacteriana no local da incisão e prevenir a proliferação de patógenos durante o procedimento cirúrgico.
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