SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Os riscos de infecção de sítio cirúrgico são tradicionalmente correlacionados a fatores de risco que devem ser sempre avaliados para que sejam estabelecidas faixas aceitáveis de infecção em qualquer serviço hospitalar. Dentre os fatores abaixo, assinale aquele que não faz parte da avaliação do risco de infecção de áreas cirúrgicas.
Sexo feminino NÃO é fator de risco independente para infecção de sítio cirúrgico.
Fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico incluem condições do paciente (ASA III/IV, diabetes, obesidade), características da cirurgia (tempo prolongado, tipo de ferida) e fatores ambientais. O sexo feminino, por si só, não é um fator de risco independente.
As Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A identificação e manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção. Esses fatores podem ser intrínsecos ao paciente (idade, comorbidades como diabetes, obesidade, estado nutricional, tabagismo, classificação ASA) ou extrínsecos, relacionados ao procedimento (tempo cirúrgico, técnica asséptica, tipo de ferida, profilaxia antibiótica). A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) é um sistema amplamente utilizado para avaliar o estado físico pré-operatório do paciente, sendo que ASA III (doença sistêmica grave) e ASA IV (doença sistêmica grave com ameaça constante à vida) estão associados a um risco significativamente maior de ISC e outras complicações. O tempo de procedimento prolongado também aumenta a exposição tecidual e o risco de contaminação. O grau de contaminação da ferida (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada) é um dos preditores mais fortes de ISC. O sexo feminino, por si só, não é considerado um fator de risco independente para ISC. Embora algumas condições específicas ou procedimentos possam ter prevalência maior em um sexo, o risco de infecção está mais ligado a comorbidades, estado imunológico e características da cirurgia, e não ao gênero. A compreensão desses fatores permite a implementação de estratégias de prevenção mais eficazes, como otimização pré-operatória, profilaxia antibiótica adequada e técnicas cirúrgicas rigorosas.
Os principais fatores incluem classificação ASA (III ou IV), idade avançada, diabetes mellitus, obesidade, tabagismo, desnutrição, tempo cirúrgico prolongado, tipo de cirurgia (contaminada/infectada) e hipotermia.
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) avalia o estado físico do paciente. ASA III e IV indicam doenças sistêmicas graves ou incapacitantes, correlacionando-se com maior risco de complicações, incluindo ISC, devido à menor reserva fisiológica.
É uma classificação que categoriza as feridas em limpas, limpas-contaminadas, contaminadas e infectadas, baseando-se no potencial de contaminação bacteriana durante o procedimento, sendo um forte preditor de risco de ISC.
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