HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Sobre as infecções do sítio cirúrgico (ISC), assinale V (verdadeiro) ou F (falso); [ ] A hipotermia perioperatória é comum e afeta de maneira adversa os resultados clínicos. Os efeitos benéficos primários da hipotermia são mediados por fluxo sanguíneo e tensão de oxigênio aumentados nos tecidos; [ ] A hiperglicemia perioperatória foi associada a taxas de infecção do sítio cirúrgico aumentadas. [ ] O risco de infecção do sítio cirúrgico está fortemente associado à classificação da ferida, sendo consideradas de baixo risco para infecção do sítio cirúrgico as classes de ferida limpa e limpa- contaminada. [ ] A infecção do sítio cirúrgico é a segunda causa de infecção hospitalar mais comum
Hipotermia perioperatória ↓ fluxo sanguíneo e oxigenação tecidual, ↑ risco de ISC; hiperglicemia ↑ risco de ISC.
A prevenção da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) envolve o controle de múltiplos fatores, como a manutenção da normotermia, o controle rigoroso da glicemia e a classificação adequada da ferida. A hipotermia e a hiperglicemia são fatores de risco modificáveis.
As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. Para residentes, compreender os fatores de risco e as estratégias de prevenção é essencial para a prática cirúrgica segura e eficaz, visando a melhoria dos desfechos dos pacientes. A fisiopatologia da ISC envolve a contaminação da ferida cirúrgica por microrganismos, seguida pela falha dos mecanismos de defesa do hospedeiro em erradicá-los. Diversos fatores podem influenciar esse processo. A hipotermia perioperatória, por exemplo, é um fator de risco significativo, pois a diminuição da temperatura corporal central leva à vasoconstrição periférica, reduzindo o fluxo sanguíneo e a oxigenação tecidual, o que compromete a função imune e a cicatrização. Em contraste, a hiperglicemia perioperatória também aumenta o risco de ISC, pois prejudica a função dos neutrófilos e a resposta inflamatória. A prevenção da ISC é multifacetada e inclui medidas como a profilaxia antibiótica adequada, a manutenção da normotermia, o controle rigoroso da glicemia, a otimização da oxigenação tecidual e a técnica cirúrgica asséptica. A classificação da ferida cirúrgica (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada) é um preditor importante do risco de ISC, com feridas limpas e limpas-contaminadas apresentando os menores riscos. A vigilância contínua e a implementação de protocolos baseados em evidências são fundamentais para reduzir a incidência dessas infecções.
A hipotermia perioperatória causa vasoconstrição, diminuindo o fluxo sanguíneo e a tensão de oxigênio nos tecidos. Isso prejudica a resposta imune local e a cicatrização, aumentando o risco de infecção do sítio cirúrgico.
A hiperglicemia perioperatória compromete a função dos neutrófilos, prejudica a cicatrização de feridas e aumenta a suscetibilidade a infecções, elevando significativamente o risco de infecção do sítio cirúrgico.
As classes são: Limpa (baixo risco, 1-2%), Limpa-Contaminada (risco intermediário, 3-7%), Contaminada (alto risco, 10-17%) e Infectada (muito alto risco, >20%). Feridas limpas e limpas-contaminadas são consideradas de baixo risco em comparação com as outras.
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