FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Sobre as infecções do sítio cirúrgico (ISC), é incorreto afirmar:
Hipercolesterolemia NÃO é fator de risco primário para Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC).
A hipercolesterolemia não é classicamente reconhecida como um fator de risco independente e direto para infecções do sítio cirúrgico (ISC), ao contrário de outros fatores do hospedeiro como idade avançada, obesidade, desnutrição e diabetes mellitus, que comprovadamente comprometem a resposta imune e a cicatrização.
As infecções do sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas na prática cirúrgica, impactando negativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A compreensão dos fatores de risco é fundamental para a implementação de estratégias de prevenção eficazes. Fatores relacionados ao hospedeiro, como idade avançada, obesidade, desnutrição e diabetes mellitus, são bem estabelecidos por comprometerem a resposta imune e a capacidade de cicatrização. A hiperglicemia, mesmo que transitória, é um fator de risco crítico, pois induz disfunção da imunidade celular e prejudica a microcirculação. A hipóxia tecidual também predispõe à ISC, e a administração de oxigênio suplementar (FiO2 de 0,8) no período perioperatório é uma medida que pode reduzir esse risco em cirurgias eletivas. A maioria das ISCs é causada pela flora endógena do paciente, principalmente bactérias da pele, como Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis. É importante ressaltar que, embora a hipercolesterolemia seja uma comorbidade comum e um fator de risco cardiovascular, ela não é classicamente listada como um fator de risco direto e independente para ISC, ao contrário das outras condições mencionadas. A prevenção das ISCs envolve uma abordagem multifacetada, incluindo otimização pré-operatória, profilaxia antibiótica, controle glicêmico, normotermia e técnicas cirúrgicas assépticas.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, desnutrição, diabetes mellitus (especialmente hiperglicemia), tabagismo, imunossupressão, hipóxia tecidual e duração prolongada da cirurgia.
A hiperglicemia compromete a função dos neutrófilos e macrófagos, prejudica a cicatrização de feridas e a resposta imune, aumentando significativamente a suscetibilidade a infecções, mesmo que transitória.
Medidas incluem profilaxia antibiótica adequada, controle rigoroso da glicemia, manutenção da normotermia, otimização da oxigenação tecidual (ex: FiO2 0.8), técnica asséptica rigorosa e manuseio delicado dos tecidos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo