UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar que a medida que, com maior efetividade, diminui a taxa de infecção da ferida operatória é:
Degermação da pele com antisséptico no pré-operatório imediato é a medida mais efetiva para ↓ infecção de sítio cirúrgico.
A degermação da pele do paciente com um antisséptico adequado (como clorexidina ou iodopovidona) imediatamente antes da cirurgia é crucial. Essa prática reduz significativamente a carga microbiana na superfície da pele, diminuindo o risco de contaminação da ferida operatória.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando negativamente a recuperação do paciente e aumentando os custos de saúde. A prevenção da ISC é multifatorial, envolvendo uma série de medidas pré, intra e pós-operatórias. Entre as diversas estratégias, a degermação da pele do paciente com um agente antisséptico no pré-operatório imediato é consistentemente demonstrada como a medida de maior efetividade na redução da taxa de ISC. Antissépticos como a clorexidina e a iodopovidona reduzem a carga microbiana da pele, diminuindo a probabilidade de contaminação da ferida durante o procedimento. Outras medidas, como o uso de propés (cuja eficácia é questionável), a tricotomia (que deve ser feita com tricotomizador elétrico e o mais próximo possível da cirurgia para evitar microlesões) e a aplicação de campos plásticos adesivos (que não demonstraram benefício consistente na redução de ISC), têm um impacto menor ou controverso em comparação com a antissepsia adequada da pele. A profilaxia antibiótica também é crucial, mas a pergunta foca em medidas de degermação.
A degermação da pele com antisséptico no pré-operatório imediato é fundamental para reduzir a flora microbiana transitória e residente na área cirúrgica, minimizando o risco de contaminação da ferida e subsequente infecção.
A tricotomia (remoção de pelos) deve ser realizada apenas se os pelos interferirem no campo cirúrgico, e o mais próximo possível do horário da cirurgia, preferencialmente com tricotomizador elétrico, para evitar microlesões na pele que aumentam o risco de infecção.
Os antissépticos mais comuns e eficazes para a degermação cirúrgica são a clorexidina (alcoólica ou aquosa) e a iodopovidona (PVPI). A escolha depende da preferência institucional e das características do paciente.
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