HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
De acordo com a classificação de infecções do sítio cirúrgico segundo o CDC (Center for Disease Control) e ANVISA, assinale a CORRETA:
ISC classifica-se em superficial, profunda e órgão/cavidade, com prazos e tecidos envolvidos específicos.
A classificação de infecção do sítio cirúrgico (ISC) do CDC/ANVISA divide as ISCs em superficial (pele e tecido subcutâneo), profunda (fáscia e músculos) e órgão/cavidade (qualquer estrutura manipulada). Os prazos são 30 dias para cirurgias sem implante e até 1 ano para cirurgias com implante.
As infecções do sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando significativamente a morbidade e mortalidade dos pacientes, além de aumentar os custos hospitalares. A classificação padronizada pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e adotada pela ANVISA é fundamental para a vigilância epidemiológica, comparação de dados e implementação de medidas preventivas eficazes. Essa classificação divide as ISCs em três categorias principais, baseadas na profundidade e nos tecidos envolvidos. A ISC superficial envolve apenas a pele e o tecido subcutâneo da incisão. A ISC profunda afeta os tecidos moles profundos à incisão, como fáscia e músculos. Por fim, a ISC de órgão/cavidade envolve qualquer parte da anatomia (órgãos ou cavidades) que tenha sido aberta ou manipulada durante o procedimento cirúrgico. O período de tempo para considerar uma infecção como ISC é de 30 dias após a cirurgia para procedimentos sem implantes, e de até um ano para cirurgias que envolvem a colocação de próteses ou outros materiais implantáveis. O diagnóstico preciso e a categorização correta são cruciais para a vigilância, permitindo que as instituições de saúde monitorem suas taxas de infecção e implementem estratégias de prevenção direcionadas, visando a segurança do paciente.
Os três tipos principais são: ISC superficial (envolve pele e tecido subcutâneo), ISC profunda (envolve fáscia e músculos) e ISC de órgão/cavidade (envolve qualquer parte da anatomia que não seja a incisão, manipulada durante a cirurgia).
Uma infecção é considerada ISC se ocorrer nos primeiros 30 dias após a cirurgia. Se houver colocação de implante (prótese), esse período se estende para até um ano após o procedimento.
Uma ISC superficial é diagnosticada pela presença de pus na incisão superficial, cultura positiva de secreção da incisão, dor ou sensibilidade local, edema, rubor ou calor, e diagnóstico pelo cirurgião ou médico assistente, ocorrendo dentro de 30 dias da cirurgia.
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