Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC): Classificação CDC/ANVISA

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020

Enunciado

De acordo com a classificação de infecções do sítio cirúrgico segundo o CDC (Center for Disease Control) e ANVISA, assinale a CORRETA:

Alternativas

  1. A) elas podem ser classificadas em 4 tipos: superficial externa, superficial interna, profunda e órgão/cavitária.
  2. B) a infecção do tipo profunda ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia ou até um ano, se houver colocação de prótese, e envolve tecidos moles profundos à incisão (ex: fáscia e/ou músculos).a infecção do tipo superficial externa ocorre até os o trigésimo dia pós operatório e acomete apenas a epiderme e derme.a infecção do tipo órgão/cavidade ocorre sempre após 30 dias após a cirurgia ou até um ano, se houver colocação de prótese, e envolve qualquer órgão ou cavidade quetenha sido aberta ou manipulada durante a cirurgia.
  3. C) a infecção do tipo superficial externa ocorre até os o trigésimo dia pós operatório e acomete apenas a epiderme e derme.
  4. D) a infecção do tipo órgão/cavidade ocorre sempre após 30 dias após a cirurgia ou até um ano, se houver colocação de prótese, e envolve qualquer órgão ou cavidade que tenha sido aberta ou manipulada durante a cirurgia.

Pérola Clínica

ISC classifica-se em superficial, profunda e órgão/cavidade, com prazos e tecidos envolvidos específicos.

Resumo-Chave

A classificação de infecção do sítio cirúrgico (ISC) do CDC/ANVISA divide as ISCs em superficial (pele e tecido subcutâneo), profunda (fáscia e músculos) e órgão/cavidade (qualquer estrutura manipulada). Os prazos são 30 dias para cirurgias sem implante e até 1 ano para cirurgias com implante.

Contexto Educacional

As infecções do sítio cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas da cirurgia, impactando significativamente a morbidade e mortalidade dos pacientes, além de aumentar os custos hospitalares. A classificação padronizada pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e adotada pela ANVISA é fundamental para a vigilância epidemiológica, comparação de dados e implementação de medidas preventivas eficazes. Essa classificação divide as ISCs em três categorias principais, baseadas na profundidade e nos tecidos envolvidos. A ISC superficial envolve apenas a pele e o tecido subcutâneo da incisão. A ISC profunda afeta os tecidos moles profundos à incisão, como fáscia e músculos. Por fim, a ISC de órgão/cavidade envolve qualquer parte da anatomia (órgãos ou cavidades) que tenha sido aberta ou manipulada durante o procedimento cirúrgico. O período de tempo para considerar uma infecção como ISC é de 30 dias após a cirurgia para procedimentos sem implantes, e de até um ano para cirurgias que envolvem a colocação de próteses ou outros materiais implantáveis. O diagnóstico preciso e a categorização correta são cruciais para a vigilância, permitindo que as instituições de saúde monitorem suas taxas de infecção e implementem estratégias de prevenção direcionadas, visando a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os três tipos principais de infecção do sítio cirúrgico (ISC) segundo o CDC?

Os três tipos principais são: ISC superficial (envolve pele e tecido subcutâneo), ISC profunda (envolve fáscia e músculos) e ISC de órgão/cavidade (envolve qualquer parte da anatomia que não seja a incisão, manipulada durante a cirurgia).

Qual o período de tempo para considerar uma infecção como ISC?

Uma infecção é considerada ISC se ocorrer nos primeiros 30 dias após a cirurgia. Se houver colocação de implante (prótese), esse período se estende para até um ano após o procedimento.

Quais são os critérios diagnósticos para uma ISC superficial?

Uma ISC superficial é diagnosticada pela presença de pus na incisão superficial, cultura positiva de secreção da incisão, dor ou sensibilidade local, edema, rubor ou calor, e diagnóstico pelo cirurgião ou médico assistente, ocorrendo dentro de 30 dias da cirurgia.

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