HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
As infecções do sítio cirúrgico são complicações significativas que podem impactar negativamente o desfecho do paciente e prolongar o tempo de recuperação. No que diz respeito à infecção do sítio cirúrgico, é correto afirmar.
Infecção de sítio cirúrgico (ISC): vigilância até 30 dias pós-operatório, ou estendida para até 1 ano se houver implante de prótese.
A definição de ISC pela ANVISA/CDC estende o período de vigilância para até 1 ano em cirurgias com implantes (próteses, telas). Isso ocorre porque o biofilme pode se formar na superfície do material protético, causando uma infecção tardia e de difícil tratamento.
A Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é uma das principais infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), resultando em aumento da morbimortalidade, tempo de internação e custos hospitalares. É definida como uma infecção que ocorre no local de uma incisão cirúrgica ou em órgãos e cavidades manipulados durante o procedimento. Para fins de vigilância epidemiológica e diagnóstico, os critérios estabelecidos por órgãos como o CDC e a ANVISA são fundamentais. Uma ISC deve ocorrer em até 30 dias após o procedimento cirúrgico. No entanto, essa janela de tempo é estendida para até 1 ano (ou 90 dias, dependendo do critério) nos casos em que há implante de material protético, como próteses ortopédicas, vasculares ou telas. Essa extensão se justifica pela capacidade de microrganismos formarem biofilme na superfície desses materiais, levando a infecções de manifestação tardia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na presença de sinais como secreção purulenta, dor, edema, calor e rubor na ferida operatória, podendo ser confirmado por exames de imagem ou cultura de secreções. A prevenção é a pedra angular do controle da ISC, envolvendo um conjunto de medidas (bundle) que inclui a adequada antissepsia da pele, a profilaxia antimicrobiana cirúrgica correta, a manutenção da normotermia e o controle glicêmico perioperatório.
A ISC é classificada pela profundidade do acometimento em: Incisional Superficial (envolve apenas pele e tecido subcutâneo), Incisional Profunda (envolve fáscia e músculo) e de Órgão/Cavidade (envolve qualquer parte da anatomia manipulada na cirurgia, além da incisão).
Não. O diagnóstico de ISC pode ser clínico. Critérios incluem a presença de secreção purulenta, deiscência deliberadamente aberta pelo cirurgião devido a sinais flogísticos, ou a visualização de abscesso durante a reabordagem, mesmo sem cultura positiva.
Os fatores de risco são divididos entre os relacionados ao paciente (obesidade, diabetes, tabagismo, imunossupressão) e os relacionados ao procedimento (tempo cirúrgico prolongado, contaminação da ferida, técnica cirúrgica inadequada, profilaxia antibiótica incorreta).
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