FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo masculino, 34 anos de idade, previamente hígido, foi submetido a apendicectomia por incisão específica há 8 dias, com achado de apendicite aguda não complicada. Relata que há 2 dias iniciou quadro de hiperemia circunscrita a ferida operatória e tumefação em topografia de cicatriz cirúrgica. Nega febre ou dor abdominal. Ao exame físico, não apresenta sinais de irritação peritoneal ou taquicardia. Com relação ao quadro clínico descrito acima, considerando o diagnóstico mais provável, assinale a alternativa CORRETA que apresenta a conduta imediata mais adequada.
Hiperemia + tumefação em ferida operatória pós-apendicectomia, sem sinais sistêmicos → abscesso superficial = drenagem.
A hiperemia circunscrita e tumefação em ferida operatória, 8 dias após apendicectomia, na ausência de sinais sistêmicos de infecção (febre, taquicardia) ou sinais de irritação peritoneal, é altamente sugestiva de um abscesso de ferida operatória. Nesses casos, a conduta mais adequada e imediata é a drenagem do abscesso, que geralmente resolve o quadro sem necessidade de antibioticoterapia sistêmica inicial.
A infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das complicações pós-operatórias mais comuns, representando um desafio significativo na prática cirúrgica. Ela pode variar desde uma celulite superficial até abscessos profundos ou infecções de órgãos/espaços. A apendicectomia, embora um procedimento comum, não está isenta de riscos de ISC. O diagnóstico de um abscesso de ferida operatória é primariamente clínico. A presença de hiperemia, tumefação e dor localizada na ferida, especialmente alguns dias após a cirurgia, é altamente sugestiva. A ausência de febre, taquicardia ou sinais de irritação peritoneal no paciente indica que a infecção está localizada e não há evidências de sepse ou infecção intra-abdominal. A conduta para um abscesso de ferida operatória superficial é a drenagem. Isso geralmente envolve a abertura de alguns pontos da ferida para permitir a saída do pus. A antibioticoterapia sistêmica não é rotineiramente necessária para abscessos bem localizados sem sinais de celulite extensa ou infecção sistêmica, pois a drenagem é o tratamento definitivo. Para o residente, é crucial saber diferenciar uma celulite simples de um abscesso e entender a importância da drenagem como primeira linha de tratamento para abscessos superficiais.
Os sinais clínicos incluem hiperemia (vermelhidão), tumefação (inchaço), dor localizada e calor na região da ferida operatória. Pode haver flutuação à palpação e, em alguns casos, drenagem espontânea de pus.
A conduta imediata mais adequada é a drenagem do abscesso, que pode ser feita por abertura parcial da ferida. Isso permite a saída do conteúdo purulento e geralmente leva à resolução do quadro.
A antibioticoterapia sistêmica é indicada se houver celulite extensa ao redor da ferida, sinais sistêmicos de infecção (febre, taquicardia, leucocitose), ou se o paciente for imunocomprometido. Para abscessos localizados e bem delimitados, a drenagem é geralmente suficiente.
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